março 16, 2012

Cumbersas...

Fulana :
Acabei de desenhar um PEACOCK MUITA LOUCO
Sicrana:
com um ganda BICO!!
Fulana:
Népia
Com uma ganda cauda de penas super coloridas
Olha lá, onde é que arranjaste o castanho oh porca?
Sicrana:
eu armada em geba comprei bue cores
gastei bue moedas
deff
Fulana:
LOLOLOLOLOL
G.E.B.A
Sicrana:
eu a pensar que era bolra
borla
era mas é os tomates
Fulana
Do xxxxx?
Os tomates do xxxx
Sicrana
ele só tem um
Fiulana:
LOLOLOLOLOLOL
Sicrana:
por isso é que parece coxo
Fulana:
E tá doente
Sicrana:
só pesa para um lado
é um mono testiculo
Fulana:
Só tu
Sicrana:
foi o acidente no xxxxx xx xxxxxx
lixou lhe um testiculo
Fulana:
Privou o rapaz de uma tomata
Sicrana:
subiu lhe para a garganta
por isso é que ele tem aquela cara de quem ta engasgado
Fulana:
Opah!!! HÁ MUITO tempo que não me ria tanto!!!
Tu és um espectáculo!!
Sicrana: 
és mesmo tarada
as vezes digo coisas mais nices
e tu yah
agora falei de tomates
e pronto
tas a ficra ressabiada com a idade
vou te contar uma anedota
queres?
 
E é isto...

março 14, 2012

Ele há gente...

... que não sabe a sorte que tem e que por isso mesmo gostam de mandar uns bitaites assim "pró" modernaço!
É sorrir e acenar... sorriiiiiiiiiiir e acenar...

março 12, 2012

março 08, 2012

Absolutamente G.E.N.I.A.L!

Encontrei este blog e digo-vos: é das coisas melhores que já vi nos últimos tempos!
É, sem sombra de dúvida, um achado (pelo menos para mim que sou uma apaixonada por arte).
É ver quadros de artistas como Goya, Louis Gallait, Jacques Louis David, etc, etc, etc, com títulos absolutamente divinais! Não é por acaso que o Blog se chama That is Priceless, porque de facto, É!

Foi um colírio para os meus olhos, acreditem!
AH! E existe em livro. TENHO de comprar! Tá aqui - How cool is this guys???? GOD!!!

março 01, 2012

E não é que está quase a nascer o meu sobrinho??

Vou ser tia novamente!
E desta vez, é um menino!!! Para quem não conhece a história isto de ser um menino pode parecer banal, mas não é!
Sou uma de três irmãs, a minha irmã mais velha teve duas meninas, eu tive duas meninas e portanto, só faltava a irmã mais nova ter filhotes. E desta vez vem lá um menino - Um Vicente.
O meu pai, que toda a vida "trabalhou" para o menino e quem desde sempre me habituei a ouvir dizer que gostava muito de ter um netinho, já que não conseguiu ter um filho menino, está delirante! E eu compreendo-o!
Vai ser giro ter um menino na família, vai ser mesmo muito, muito giro. Eu estou que nem me aguento, de expectativa, de emoção, de tudo e mais alguma coisa.
Para além de estar doida com a ideia de vir lá mais um bebé (mesmo que não seja da minha barriga), é a emoção de ser a minha irmã pequenita a ter um bebé... Caramba... a minha C., a minha sorella mai nova, que eu ainda vejo como uma menina pequenina, que eu ainda vejo como a bebé cheia de caracolitos e dois totós :-)
A minha sorella...
Acho que ela é ainda muito pequenina para ter um bebé, mas não é... ela já cresceu, casou, tem uma casa, um emprego, um marido para cuidar e agora vem lá um bebé, com tudo o que um bebé implica de aumento de responsabilidade, trabalho, amor, etc.
Eu mudei muito depois do nascimento da minha primeira filha. Mudei para mehor, eu acho. Mas o meu mundo mudou de forma radical, e a maneira como eu via a vida também. Tornamo-nos pessoas melhores, mais generosas com tudo e todos, experimentamos sensações que julgamos não serem possíveis até à data - das boas e das menos boas e, acima de tudo, percebemos que a nossa vida deixa de ser só a "nossa" vida para passar também a ser a vida dos  nossos filhos, no fundo, deixámos de ser um só para passarmos a ser muitos - mães e pais, médicos, amigos, confidentes, professores, educadores, autoritários, meigos, psicólogos... e tantas, tantas outras coisas que nos vamos apercebendo que nos transformamos.
Eu sei que a minha sorella vai conseguir e mesmo que seja um choque ao início (é sempre), ela vai sair-se bem, ela vai ser uma mãezona e eu vou estar sempre muito perto para o que ela precisar, oh se vou!

fevereiro 28, 2012

No Domingo passado foi dia de visita à estufa.
Comprámos umas belas flores e deu para sentir já a primavera, ao ver que as estufas já estão cheias de cor e vida típicas da Primavera.
Adoro flores, aliás, adoro tudo o que venha da terra, flores, plantas, vegetais, frutos, o meu sonho era mesmo ter uma casa com um terreno que eu pudesse tratar. Acho que viveria bem só a cuidar de uma quinta, com animais e tudo!
Tenho esta característica desde que me lembro de mim com pessoa. Gosto de ver as coisas florescer, sejam elas plantas, pessoas ou animais. Acho que é daí que vem o meu amor incondicional por bebés! Haverá coisa mais bonita que ver um bebé crescer? Passar por todas as fases, desde criatura minúscula e praticamente sem qualquer reacção ao que quer que seja, até às primeiras palavrinhas, o primeiro passo, os sorrisos, as conquistas... é realmente lindo.
Faço muitas vezes a analogia com aquilo que plantamos ou mesmo com os nossos aniamis de estimação. Já tive milhares de plantas, flores que levo para casa, planto e vejo com orgulho crescer. Já plantei centenas de sementinhas e quando elas rompem a terra e saem para a liuz do sol é sempre para mim um momento da mais pura alegria, a sério...
Lembro-me de em miúda ter tido, pela 1ª vez a alegria de ver nascer piriiquitos. A zuca e o Chico eram os pais e deste casal nasceram piriquitos lindos, todos amarelinhos, com os olhos encarnados e o bico laranja.  Desta ninhada nasceu a Nike, uma piriquita amarela que vivia à solta pela casa e que comia maçãs e batatas fritas da nossa mão!
Ver nascer os bebés daqueles ovinhos tão pequenitos, torcer durante todo o período de choco dos ovos, que a Zuca não os abandonasse e que ficasse com eles até nascerem os bebés, foram tempos muito engraçados.
Depois, já na idade adulta, voltei a passar pela experiência de ver nascer mais passarinhos, desta vez, Mandarins, uns passaritos pequeninos muito amorosos. E voltou a ser uma experiência muito, muito gira.
Portanto, é isto! Gosto de ver que as coisas (pessoas) se desenvolvem e que crescem e que eu, de alguma forma, estou envolvida no processo.
Agora ando com um projecto em mente que, a realizar-se, vai ser um sonho de há muito, tornado realidade. Em Abril terei uma horta. 25 metros quadrados de terreno, com rega incluída, onde poderei plantar aquilo que quiser e que os 25 metros quadrados permitirem. Este fim de semana quando visitei a estufa foi também para ver com atenção o que é que há à disposição para quem se quer dedicar a estas lides da auto subsistência.
E há tanta mas tanta coisa! E é magnífico pensar que vou ter um bocadinho de terra só para mim, que será num sítio muito bonito onde as minhas crianças podem brincar à vontade enquanto eu “cultivo” e que tenho água para regar e que vou poder, pelo menos, assim o espero, comer legumes e frutos (poucos mas alguns) saudáveis e, acima de tudo, fazer as sopas para as minhas miúdas com legumes sem pesticidas e afins.
E vou poder cultivar flores, e ter um Jasmim grande e ter roseiras e alfaces e couves e cenouras e batatas!! Vai ser tão booooommm!!!
Abril, chega depressa, sim? Vai ser maravilhoso!!

fevereiro 01, 2012

Home Alone

Temos estado cá as 3 sozinhas esta semana e, apesar de não ser um sacrifício, sai-me do pêlo, oh se sai.
Duas meninas para cuidar, sendo uma delas ainda muito pequenina , não é pêra doce, sobretudo de manhã quando tenho que as despachar às duas para ir para a escola. As tarefas que culminam no momento em que as deixo na escola, incluem o seguinte:
- Acordar às 6.30 da matina, tomar banho antes que as meninas acordem
- Vestir-me
- Construir todo um cenário de beleza e perfeição para a minha pessoa que inclui meia hora de secagem de cabelo, que, ainda por cima dura 10 minutos, acabando por ficar feia, olheirenta e com cabelo de rata de esgoto passados esses escassos minutos
- Acordar as meninas
- vestir a L. e deixar a S dormir mais um pouco
- Preparar peq almoço para a L
- Preparar lanche para a L levar para a escola
- Acordar S
- Pôr a S a fazer xixi
- Fazer e dar a papa a S
- Vestir a S
- Pentear as meninas
- Arranjar peq almoço para mim
- Arranjar mochilas das duas meninas
- Vestir casacos às duas meninas
- Vestir o meu casaco
- Descer ao -1
- Pôr as duas meninas no carro
- Chegar ao colégio – tirá-las do carro e tirar as mochilas do porta-bagagem
- Subir a escadaria do colégio
- Beijinho à Sofia que fica na creche (Até logo fofinha, adoro-te,) beijinho à Luísa que fica no outro extremo do colégio (Até logo fofinha, adoro-te)
- Falecer de cansaço e o dia ainda agora começou.
- Logo à noite a festa continua com banhos, jantares, brincadeiras, lavagem de dentes, e canções de embalar, mas tuuuudo bem!
Ginásio? Sim, pode ser, mas têm que me garantir o mesmo ritmo de perda de calorias que eu perco quando cá estou sozinha, caso contrário nada feito.

janeiro 31, 2012

E de maneiras que foi assim

Surpresa do maridão que ofereceu à sua menina grande e às meninas pequeninas uma viagem à Eurodisney, e foi uma delícia de fim de semana. Cansativo, muito, mas muito giro.
Gostei de soprar as velas com os meus amiguinhos da Disney - Best B-Day Ever!


Depois o bolo de aniversário para soprar as velas com a família, este ano foi uma bola de berlim gigante do Califa (o ano passado foi um croissant gigante do Careca), sucesso total. Esta ideia dos meus bolos favoritos em tamanho XL tem feito furor, até junto dos pasteleiros das respectivas pastelarias. Acho que vou registar a ideia e ainda faço uma fortuna com isto.


Para o ano será um Pastel de Belém gigante!

                  O croissant gigantone do ano passado
Alguns presentes e um muito especial - as minhas botinhas "Castor like" que eu andava a namorar desde que a Prof expôs a sua colecção de Inverno (no final do verão passado, portanto). FELIZ, FELIZ (obrigada maridão, és o meu Pai Natal intemporal).
Um jantar surpresa com pessoas de quem gosto MUITO fez com que me sentisse a Rainha do Universo, (a Sheera ao pé de mim naquele jantar ficava reduzida a uma mulher a dias) e um presentão desta gente maravilhosa - um bilhete para o rock in Rio para ver... O BRUCE SPRINGSTEEN!!! OMG!!!

Não sei se têm noção do quanto eu VENERO o Bruce Springsteen, não sei...
Mas para vos dar uma ideia, eu doaria o meu dedo mindinho se o pudesse conhecer pessoalmente, just saying...
Um cheque prenda da Mango e uma continha para a minha "Pandorca", foram outros dos presentinhos que recebi.
Foi bonita a festa, pá! Ou melhor será dizer: Foram bonitas as festas! Foi tipo aniversário cigano - durou uma semana!
Obrigada a todos por me fazerem feliz todos os dias da minha vida e obrigada a todos por terem transformado estes 40 anos no acontecimento do ano (um beijo muito especial ao marido que, este ano se excedeu e conseguiu efectivamente, surpreender-me - o que não é fácil, porque eu sou uma espertalhona e topo cenas à milha, tipo surpresas e afins, mas este ano... sim senhor... outstanding!).
Agora venham de lá esses quarenta anos. Sem medos!

janeiro 19, 2012

É amanhã!!! Brrrrr!!!

E é já amanhã que completo 40 primaveras. Lembro-me que quando era pequenina e ouvia alguém dizer que tinha 40 anos, pensar: "txéééééé, tão velho"!
Como a nossa perspectiva das coisas muda... hoje, com 40 anos sinto que estou na máxima força e mais jovem que nunca. Aliás, faço coisas hoje e tenho coisas hoje que quando estava nos meus 17, 18, ou mesmo 20's nem sonhava poder um dia fazer e ter.
Tenho duas filhotas absolutamente LINDAS, vivo onde sempre quis viver (num sítio pra cima de chiq), tenho um marido que me mima, assim a rodos, trabalho numa BIG empresa toda multinacional e cenas... e sou feliz.
De maneiras que é isto...

AH!! e acho que estou  muito mais gira do que quando tinha 18 anos!!! Mas MUITO mais!
(Gaba-te cesto).

janeiro 17, 2012

Minha gente...

...tenho MILHARES de cenas para vos contar! (isto sou eu a delirar que alguém efectivamente vem aqui à chafarica ler).
Passou-se Natal, passou-se fim de ano, estamos em Janeiro e eu estou a 4 dias de completar  
40 anos!!! (Jasus)
Tanto para contar! Cenas que podem, inclusive, ferir susceptibilidades. Cenas que vão do chocante ao épico.
Vá... cenas grandiosas, mais ou menos impressionantes, normais, sem interesse... de adormecer... vá...
A minha vida é um tédio, acham que eu ia ter cenas épicas para contar?
Acho que o mais épico que me aconteceu foi ter visto aquele vídeo do rapaz que queria "escacar pedra, nos tetos das cabras"...
E, e!!!

novembro 07, 2011

Só de olhar...

...para esta caixa de texto, dá-me vontade de chorar. Tenho tanta coisa que gostaria de escrever e não tenho imaginação nem forças para escrever nada!
Que nervos, pá!

outubro 14, 2011

É uma menina...diferente

Luisinha: Mamã, posso ter um animal de estimação?
Eu: Oh filha... um animal de estimação... é complicado...
Luisinha: Eu queria um ornitorrinco
Eu: AAAHHHH!!! Pronto! Assim tá bem!! Por momentos pensei que querias um cão ou algo marado do género!

Eu acho MUITO BEM!

Nunca ninguém tocou na Administração Pública, porque não e porque assim e porque assado. Chega a todos, para o ano chega aos funcionários públicos. A-Z-A-R-I-T-O!
E nós todos podemos ter uma opinião e podemos apontar mil merdas que são preciso corrigir mas quem lá está, a queimar as pestanas para tirar o País do buraco não somos nós. É muito fácil falar mas se amanhã me dissessem: "Olha, temos aqui uma cena para tu fazeres que é governar o país, topas?" Eu pirava-me BIG TIME!

Se fazem é porque fazem, se não fazem é porque nao fazem! Xiça Penico, pá! Deixem lá os governantes governar!

outubro 04, 2011

Ele há vidas e vidas

É preciso ter poder de encaixe para aceitar que há milhares de portugueses que vão aproveitar este feriado para tirar a 5ª e a 6ª e vão para um sítio porreiro, possivelmente com praia ou campo, ou ambos e que eu, não vou para lado nenhum...
É mesmo preciso ser-se forte e aguentar o "tranco"...
Mas para os que vão... epá, divirtam-se por mim também! 

outubro 03, 2011

E a saga continua...

... com as doenças lá por casa. A mais velha voltou a vomitar, a mais nova voltou às febres sem razão aparente.
Qual é a parte de: "deixem-nos lá em paz que nós nem fazemos mal a ninguém, só queremos é que nos deixem "sogaditos", lá na nossa vidinha", que o destino não está a perceber?
XIÇA!

setembro 30, 2011

Coisas que eu gostava de fazer se tivesse tempo, dinheiro, disponibilidade mental e... vá, um bocadinho mais de sorte.

Viajar! Ooooora aí está uma coisa que eu faria amiúde! Isto claro, se tivesse com quem deixar as crianças. E mesmo que tivesse com quem as deixar, que fosse alguém em quem eu depositasse assim tipo, confiança cega, que era para ir descansadinha e não ir a pensar nelas o tempo todo de lagrimita ao canto do olho, a pensar que elas não estão bem, que sentem a minha falta que ninguém trata delas como eu, etc, etc, etc.
A última vez que as deixei (e nessa altura ainda era só a Luísa, a Sofia vinha a caminho), foi para ir passar o Reveillon a Paris. Era uma viagem relâmpago, ida a 29, volta a 31, coisa pra não fazer grande mossa... mas fez, claro que fez. Fui a chorar, estive por lá a "meio gás" e voltei ansiosa e cheeeeeiiiia de saudades da minha piolha. Não foi AQUELA experiência, que não foi.
Mas isso não faz com que não goste de viajar, e há locais que eu realmente adoraria visitar. Itália está quase no topo das preferências, ou por outra, está mesmo no topo se falarmos apenas na Europa. Adorava visitar Roma, o Vaticano, Florença, Veneza. Queria ver a Capela Sistina, queria ver a Fontana di Trevi, queria ver a galeria dei uffizi, queria encher os olhos e a alma destas coisas todas e voltar de papinho cheio com aquela sensação que só as viagens nos dão - Been there, done that!
Depois, há aquela vertente tão característica da minha pessoa que é gostar de não fazer nada e passar, pelo menos, duas semanas de papo para o ar, num belo resort, no meio das Caraíbas. Quem diz Caraíbas diz outra zona do planeta desde que seja Pacífico ou Índico. Isso é que era!! Eu oferecia o meu dedo mindinho para investigação se me pagassem umas férias destas! Claro, tinha que levar as crias atrás (porque eu gosto que elas também experimentem as coisas boas da vida) e, se fosse possível, já agora, uma senhora de cabelos brancos apanhados atrás da cabeça, com uns óculos ao fundo do nariz, com ar de avózinha meiguinha (tipo Dona Benta do Sítio do Picapau Amarelo) que olhasse pelas minhas pequenitas enquanto eu e o pai jiboiávamos na praia debaixo de uma palmeira a beber um Coco Loco ou uma piña colada bem fresquinhos enquanto olhamos para um mar azul turquesa e aproveitamos o calor dos trópicos. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!! Porquê Deus??? Porque é que eu não acordo amanhã e já estou de malas feitas e com a avôzinha a vestir-me as filhas para partirmos de viagem? Hã?

setembro 26, 2011

Home Office

Hoje, por razões especiais (visitas regulares para adorar o Deus de Porcelana a cada meia hora), fiquei em casa.
Ora, como sou uma mocinha até bastante esperta, trouxe o pc comigo na sexta-feira, muito embora nem suspeitasse que iria precisar dele. Logo, hoje, e nos intervalos das rezas, sempre posso ir trabalhando.
E isto é o paraíso, caramba! Aliás, eu não percebo porque é que as empresas não põem metade dos seus colaboradores a trabalhar remotamente de casa! Alô??? É preciso ser-se muito inteligente para perceber que vão poupar rios de dinheiro e ganhar em produtividade??
Vejamos, para o colaborador que está em casa, como é que a cena funciona: colaborador tem o seu computadorzito, senta-se na sua secretária, ou mesa da sala, ou mesa da cozinha, ou sanita, o que for. A casa está silenciosa, evita-se o burburinho dos open spaces, as interrupções, a concentração é maior, o trabalho rende mais - [euros para a empresa a cair do céu].
Está na hora de almoçar. Colaborador vai à cozinha, prepara uma bucha e com sorte ainda vem a comer para o computador, enquanto termina um mail. Ao todo o almoço retirou-lhe, sei lá... meia hora de trabalho. se tanto - [a empresa a ganhar]!
Faz um intervalo para um cafézinho. Está sozinho, não tem o pessoal todo na copa a desviá-lo para o "conbibio". Volta para o pc - poupou aqui mais uns 10 minutos - [empresa a facturar]!
Colaborador sente-se bem, está em sua casa, pode, inclusive, nem se vestir. Evita aquele momento stressante de todas as manhãs decidir o que vestir e que o deixa (se a coisa correr mal) indisposto e contrariado por ir trabalhar naqueles andrajos! Colaborador, em casa e de fatinho de treino guerná de veludo com risca verde bandeira, está sempre bem!
Colaborador, mandou vir cenas da Amazon, da Victoria's Secret, de onde for. Está em casa para abrir a porta ao carteiro que vem entregar em mão. O que é que acontece? Colaborador não precisa de ir aos CTT durante a hora de almoço, ficar numa fila interminável, alongar a sua hora de almoço e roubar horas à empresa querida! [Empresa em delírio a nadar em dinheiro].
E vantagens para a empresa (para além de todas as que já enumerei acima)? TANTAS!!! Colaborador não gasta energia de empresa, não gasta água, não gasta papel higiénico (e acreditem, no estado em que me encontro hoje, ia fazer rombo), não tira cafés grátis da máquina, não anda pra cima e para baixo nos elevadores a laurear toda uma pevide, e trabalha muito mais do que se estivesse na querida empresa.
É preciso dizer mais ou ficamos já aqui só com estes argumentos?

O vírus que "correu" a família toda

Começou na mais velha com dores de garganta, na mais nova deu-lhe para se alojar no estômago e intestinos, no pai também nos intestinos e na mãe, idem, idem, aspas, aspas!
Eu, depois de 20 anos (!!!) sem vomitar e quando pensava que já tinha perdido essa "funcionalidade", este Domingo voltei às lides. Depois de passar por duas gravidezes, muitas indisposições, e tudo e tudo e tudo, e sempre passando pelos intervalos da chuva sem nunca deitar tudo cá para fora, ontem foi o dia em que todo um mito caíu por terra.
Hoje estou em casa, de molho, depois de um dia complicado, e a minha mais nova também. Já lá vão duas semanas sem ir à escolinha. O potty training vai sair prejudicado mas quero lá saber, quero é que a miúda esteja bem e o resto é conversa.

setembro 21, 2011

NINE Years

E pronto, assim se passaram nove anos desde aquele dia de chuva em Setembro de 2002... eu era uma miúda muito diferente do que sou hoje, o homem já era o que é hoje - consistência acima de tudo!
Neste tempo, nasceram duas meninas lindas, mudou-se de casa, mudou-se de carros, compraram-se mobílias, venderam-se mobílias, "entraram" pessoas na nossa vida, saíram pessoas do nosso coração... seasons may come, seasons may go e nós continuamos aqui a fazer planos para quando já formos muito velhinhos e continuarmos a viver (de forma diferente, é certo) para as nossas duas "rebentas".
E é assim que temos levado estes 9 anos. Não somos o epíteto do "casal perfeito", que não somos, temos muitas coisinhas que nos colocariam, se houvesse um ranking, ali na franja dos "mais ou menos felizes, mas com tudo o que é importante no lugar", mas... não me venham cá com cenas porque aqueles casais que estão nas categorias "Muito, Muito, MUITO Felizes"; "Felizes comó caraças" ou "Bué felizes, sem  nada a apontar", das duas uma, ou não existem, ou se existem são feios.
A palavra "casal" transporta sempre consigo, (para além do amor, é claro) a palavra "merdas". Ou porque ele tem umas merdas que a irritam à brava, ou porque ela tem um feitio de merda, ou porque há merdas na vida que só visto, ou porque sobra sempre muito mês na merda do ordenado. Merdas portanto!
Por aqui, somos mesmo "mais ou menos felizes, mas com tudo o que é importante no lugar" - ou seja: temos as nossas... lá está... merdas, mas temos duas filhas magníficas e lindas que amamos até à inconsciência e temos tudo aquilo que construímos juntos ao longo de 6 anos de namoro e 9 de casamento, mais aquilo que todos os dias construímos e planeamos construir.
Não desistimos facilmente daquilo que para nós é importante e somos genuinamente preocupados com aquilo que fazemos e o impacto que isso terá na nossa família e na vida dos outros.
Mais importante que isso, gostamos um do outro, embora, aqui a vossa amiga não seja de grandes demonstrações de afecto, o homem sabe que isso não é questionável. Mas prontossss, nem todos podemos ser doces como o Abade Priscos e melosos como o mel, há que haver pessoal que lidere tropas e exércitos e para isso, contem comigo!

O presente (que por acaso fui eu que escolhi) mas prontossssss...

Modéstia à parte, sou uma 'pariga com bom gosto!

setembro 20, 2011

OMG!!

Já comprei presente de homem para celebrar os 9 anitos de casados, amanhã.
O homem vai E-S-P-U-M-A-R da boca!

Oi???

110 visitantes, à minha chafarica esta semana????
Seriously???

setembro 18, 2011

O que vinha mesmo, mesmo a calhar...

...era o tal relogiozito da Tommy Hilfiger que ando a namorar "ózanos", dois pares de sapatos para o inverno (uns pretos e uns castanhos e já ficava aviada), uma secretária nova para o escritório, mil e uma molduras daquelas que fazem combinações na parede, com fotos das minhas piriquitas (e tenho fotos lindas que bem merecem estar em exposição), uma sessão de jet bronze para prolongar este ar saudável que só a praia nos dá, levantar a peidola do sofá e começar as corridinhas ou mesmo fazer um treino da Jilian que tenho ali numa pen... sim, porque eu sou magra mas sou não caminho para mais nova e a força da gravidade é uma cena lixada, e isso, só de pensar, dá-me cabo da juventude!

C-A-N-S-A-D-A!

Digam-me que mal fiz eu a Deus para merecer isto?
As duas miúdas doentes, uma já vem estando doente há uns meses, com diarreias consecutivas e a outra outra hoje largou-se a vomitar sem eu perceber porquê.
A mais velha, para além de me andar a fazer água, com intervalos, desde Julho, agora aparece com um vírus que dá dores de garganta, febre, falta de apetite. A mais pequenita, para além de ter os dois molares a nascer que lhe fizeram duas bolas de gengiva por cima dos dentes que até sangue deitam, hoje, desde manhã que se queixa de dores de barriga, até descambar em vómito, na minha cama, na minha roupa, na roupa dela, no ursinho de estimação, tudo regado a vomitadinho com cheiro a azedo, daqueles bem bom...
E eu, a lutar para não desatar num choro histérico e descontrolado, tento pensar naquele rapazinho que agora escreveu um livro e que não tem braços nem pernas e que, diz, que vive a vida com alegria e optimismo.
Já percebi que, quando nos encontramos naquele estado de cansaço extremo, quando parece que corre tudo mal, quando as filhas choram uma para cada canto e uma quer colo e a outra quer água e a outra doi-lhe a barriga e e outra dói-lhe a garganta e os lençóis têm de ser mudados e o colchão tem de ser lavado e a outra chora porque o Spencer teve de ir a lavar na máquina e ela tem medo que ele se estrague (coitadinha) e pede colo e colo e colo e a roupinha dela está na casa de banho a cheirar a azedo e o quarto todo cheira a azedo e entretanto, quando ela decidiu vomitar eu estava em casa sozinha porque o pai estava nas urgências com a mais velha e a pequenita chorava descontroladamente porque não percebe o que se passa com aquele impulso que lhe deu para vomitar e porque não é agradável e ela é pequenina e custa-lhe... já percebi que não vale a pena arrancar todos os cabelos corporais que ainda me restam.
Cansados? Agora imaginem eu!

setembro 16, 2011

Da Sofia

Sentada no chão da cozinha, a fazer-me companhia enquanto faço o jantar, diz assim:

- "Meus queridos! Hora de dormir!"

Ouve na escola, diz em casa. Positivo.
Já contei à educadora; pelo sim, pelo não, ficam já a saber que a garota reproduz na perfeição o que ouve na escolinha. Só por causa das coisas...

E como diz o povo: "uma desgraça nunca vem só"...

...e por isso mesmo vamos ter a Babá a apresentar o programa dos gordos! Já não bastava termos que levar com a bicha nos Globos de Ouro, no Portugal tem talento, e no diabo que a carregue, ainda vamos ter que levar com mais este programa?
Epá, eu só gostava de saber, quem é que morreu e deixou escrito algures que a Bárbara Guimarães tem jeito para apresentar programas. Ela nem para fazer pinturas rupestres deve ser grande espingarda, quanto mais a apresentar programas!!!

Oh senhores, metam-me mas é a mim a apresentar que, além de fazer a coisa por menos, não provoco danos irreparáveis no sistema nervoso central das pessoas que estão em casa a assistir, valha-me Deus!
Xiça!

Quem não achar que a Bárbara está ridícula com este chapéu muito jeitoso, que ponha o dedo no ar, por favor.

setembro 15, 2011

E assim foi

Lá fomos nós as duas - eu e filhota mais velha - ao Estádio do Glorioso, para assistir a um grande jogo. Não é todos os dias que temos na Luz o Man United e não é todos os dias que o nosso clube está na Liga Milionária.
Acima de tudo, não é todos os dias que se tem a hipótese de levar a filha, pela 1ª vez, ao estádio da Luz ver o Glorioso!
Lembro-me como se fosse hoje, do dia em que pisei pela 1ª vez o Estádio da Luz (não este, o anterior, a Catedral). Foi para ver um Benfica-Portimonense, em que o Benfica ganhou aí por uns 15 a zero!
Eram tempos áureos, era o Benfica do Maniche, do Stromberg, do Veloso, do Chalana, do Nené! E o que eu gostei de lá ir. Assistir a um jogo num camarote - não é para todos!!
Depois, seguiram-se anos de adoração, de idas aos treinos a pé desde a estação de Benfica até ao estádio, de fotografias com os jogadores, de recortes de jornais, de sofrimento, de devoção, que continua até ao dia de hoje.
Ontem, levei a minha pipoca mais velha e acho que ela gostou. Acho que não ficou tão deslumbrada quanto eu fiquei quando entrei pela 1ª vez no estádio, mas ela também é mais novinha do que eu era quando fui - a miúda ainda tem outras prioridades, é compreensível.
Mas ontem, mais uma vez, testei a minha devoção ao meu Benfica. Se vos disser que demorei quase 3 horas desde que saí de casa até que alapei o meu real traseiro na cadeirinha do estádio, que perdi toda a 1ª parte do jogo (e por conseguinte, os golos todos da partida), que estive, inclusive, com o carro desligado (tal era a bicha onde estava), que alanquei com a minha filha às cavalitas, desde o estádio até ao Colombo, porque a miúda estava cansada e lhe doía a barriga quando andava (note-se que ela pesa 27 kilos e que, para além dela eu ainda levava dois casacos, dois cachecóis e uma mala que pesava p'ráí 200 kg) e que demorei outra hora para sair do estacionamento do Colombo, apesar de ter saído 5 minutos antes do jogo terminar para evitar o entupimento normal nestes dias... e ainda conseguir sentir-me feliz por ir apoiar o meu clube e ter assistido (mesmo só tendo assistido á 2ª parte e incompleta) ao jogo de apuramento para a Liga dos Campeões, diz muito do meu amor ao clube da águia.
Bolas! Se isto não é "vestir a camisola" então não sei o que é!

setembro 14, 2011

Ai Meu Deus! Ai Meu Deus! Ai Meus Deus!!!!!

Eu vou ver o Benfica - Manchester!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
No ESTÁDIO DA LUZ!!!!!!!!!!!!!!!!
COM A MINHA FILHOTA MAIS VELHA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

É hoje pessoal, é hoje!

Que o Benfica joga com o Manchester, na Luz, para a Liga dos Campeões!!!
Força Benfica, Força Equipa! Vamos mostrar a essa lagartagem e a essa gentalha de azul cueca que somos os maiores hoje e SEMPRE!

setembro 09, 2011

Hoje amanheceu xoxo...

... o dia, eu, enfim, amanhecemos xoxos...
Acho que estou a precisar de ir ver o meu Benfica ao Estádio da Luz.
Era só.

setembro 08, 2011

E os sapatinhos...

... que vi hoje e que até cheguei a experimentar na Hera do Colombo? Ui, ui! Assentavam que nem uma luvinha. E TÃÃÃÃÃÃÃÃÃO GIROS!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! Odeio ter que contar tostões. EU, que nasci para DIVA!

ROUPA... Ainda...

... é que, por causa destes blogs parvos, hoje já me fui desgraçar na Mango com um casaco! RAIOS PARTA!

ROUPA! OH ROUPA!

Há quem tenha problemas de adicção a drogas, tabaco, álcool, calmantes e afins, eu tenho adicção a roupa, pronto! O que me consola é que não sou nenhuma ave rara porque a julgar pela rapidez com que as roupas esgotam nas lojas, deve haver aí muita menina a padecer do mesmo mal.Ainda por cima, ultimamente, digamos no último ano, ano e meio, tornou-se grande moda e proliferam por aí, os blogs de meninas que a única coisa que fazem na vida é comprar (digo eu, na minha ingenuidade que compram, mas não devem comprar nada, mas enfim) roupa gira, vestir essa roupa gira, fotografarem-se com essa roupa gira e publicarem fotos NOJENTAS em seus blogs igualmente NOJENTOS! Nojento!
Claro que, uma pessoa vê estes blogs e o que é que tem de fazer? Claro! Ir à procura das peças que mais gosta e tentar ficar qualquer coisa parecida com o que está nas fotos! No processo, gasta pipas: Pipas de massa, pipas de tempo à procura das vestimentas, pipas de vinho para quando as cenas não nos ficam bem e temos de afogar as tristezas… não, isso não, tou a brincar!
Não era melhor se estas “piquenas” ficassem quietas e não esfregassem na cara do gajedo que , “Ah e tal, tenho um ganda corpo e a mim tudo me fica bem, por isso é que não faço mais nada na vida do que azucrinar a cabeça das pobres desgraçadas que vêm aqui viitar o meu blog”.
Raça ‘prás gajas, pá, fogo!

setembro 07, 2011

A Maternidade não é para mariquinhas

Vou-me repetir. Creio que é a segunda vez que coloco este título aqui na xafarica. Mas, de todas as frases que vi até hoje, esta é a que mais me marcou. Isto porque, meus amigos, de facto, a maternidade não é para mariquinhas.
A maternidade é para pessoas fortes, gladiadores daqueles que derrotam leões e outros animais de grande porte, selvagens e perigosos.
E por mais que queiramos ser gladiadoras (nós mães, cheias de hormonas que saltam por todos os poros) não conseguimos, falhamos, falhamos redondamente em coisas que, para o comum dos mortais, é simples. Mas uma mãe não é uma comum mortal, é um ser que se assemelha a um coração gigante, a bater furiosamente pelos seus filhos, de forma contínua e ininterrupta.
Bom... posso estar a generalizar e haver mães que são o oposto, mas essas não me interessam nada porque não padecem do mesmo mal que eu e portanto, não quero saber.
Aqui escrevo para as minhas companheiras, para as mães que, como eu, choram litros e litros só com a antecipação de que as crias possam não estar bem ou vir a não estar bem.
Esta semana a minha filha mais nova começou a ir para a creche (depois de dois anos em casa com exclusiva atenção de uma babysitter e nossa, claro) para passar a partilhar as atenções com mais 14 meninos e meninas; e a minha filha mais velha, começou a 1ª classe.
É demais!
A mais nova chora quando percebe que a estamos a vestir para a levar à escola, chora quando chega à escola, e quando a vamos buscar fica num misto de riso nervoso e choro emocionado por nos ver! Como quem diz: "Afinal não fui abandonada, vocês voltaram!!!" No 2º dia de escola quando a fomos buscar, assim que nos viu, começou a rir e a chorar ao mesmo tempo, enquanto dizia: "Papá, Mamã, voltaram"!!!
É claro que, mesmo que viva 100 anos, vou recordar este dia e esta frase, como se tivesse acabado de o viver novamente.
A chatice (se é que posso chamá-lo de chatice) é que a pequenita é para lá de esperta e inteligente (aren't they all, nowdays?) e percebe tudo, apanha tudo, é muito expressiva e sabe manifestar os seus sentimentos melhor que ninguém. E depois tem aquele rostinho pequenito, aqueles olhinhos meiguinhos a pedir "coíinho mamã" que derretem qualquer um e, eu juro, que a oiço dizer: "Mamã, deixa-me ficar em casa, não me leves para a creche, onde há barulho e confusão e onde não me ligam nenhuma porque há mais 14 meninos a pedir atenção". Ácido sulfúrico a cair-me em cima...
A mais velha, começa hoje oficialmente a 1ª classe, uma etapa importante e, talvez a mais exigente da vida dela até hoje. Será que vai gostar? Será que vai ser melhor a matemática ou a Língua Portuguesa? E vai aprender facilmente? E a professora vai ser exigente? E se ela continuar a ser muito faladora e se distrair? E se a professora não gostar dela? Ou for injusta com ela? Credo, o que para aqui vai!!!
Mas é isto que me passa pela cabeça, dia após dia, noite após noite (sim, a noite que é supostamente para dormir, ultimamente tem servido para momentos de reflexão como estes).
E assim ando eu, cheia de angustia, cheia de pena de não poder passar eu por estas coisas em vez de elas, sem perceber porque é que não é tudo mais fácil e simples e, acima de tudo, a tentar arranjar uma maneira de "suavizar" estes percalços da vida, se é que se podem chamar assim...
Não trocaria por nada deste mundo a viagem e a experiência de ser mãe, não me parece que conseguisse viver sem passar por esta coisa maravilhosa que é ver nascer e crescer duas criaturas tão maravilhosas como são as minhas duas filhotas, mas sinto que a cada dia que passa se torna mais e mais complicado gerir aqui dentro o amor que sinto e que vai aumentando por estas duas meninas. O amor que vai crescendo é directamente proporcional à preocupação e ao medo de que algo não corra como elas querem e gostariam e isso deixa-me inquieta e ansiosa e nervosa. No processo, vou ganhando uns cabelos brancos, ganhando umas rugas, e também... vá... vou enchendo-as a elas também com a minha ansiedade... o que não é bom, claro.
Mas não sei como é que hei-de fazer para ser diferente e se houver aí alguém que saiba, "speak now, or forever hold his peace"!

agosto 31, 2011

Eu

Sou temperamental
Sou ansiosa (em doses bíblicas)
Sou mãe galinha
Sou preocupada
Sou pessimista
Sou fatalista
Sou alegre
Sou bem humorada
Sou hipocondríaca
Sou carente
Sou de ideias fixas
Sou de extremos
Sou meio "amalucada"
Sou criançola
Não sou invejosa
Sou criativa
Sou inquieta
Sou "idiota"
Sou muito crítica
Sou mais sensível do que gostaria de ser
Não sou lá muito bonita (nunca fui)
Sou dada às artes
Sou esperta
Sou uma coisa esperta
Sou faladora
Sou capaz de acordar os mortos quando estou para aí virada
Sou dorminhoca
Sou esquisita com a alimentação
Sou freak das arrumações
Sou alérgica à humidade
Sou alérgica à falta de humildade
Sou frontal
Não posso com injustiças
Sou paranóica com "certas e determinadas" cenas
Sou afectuosa (com as minhas filhas)
Sou pouco destemida
Sou supersticiosa
Sou crente
Sou preguiçosa
Sou trabalhadora
Sou menina para pôr uma plateia a chorar a rir
Sou saudosista
Sou medrosa
Sou generosa
Sou capaz de grandes sacrifícios
Sou persistente
Sou uma lutadora
Sou de opiniões fixas
Sou intolerante
Sou difícil de aturar mas aturo muita coisa que não devia

Sou a Cristina. E enquanto por cá andar vão ter que levar comigo assim.




agosto 30, 2011

Filhos (ainda)

E para aqueles que nos olham de lado, ou nos olham com aquele ar " estes totós, devem ter a mania que são os melhores pais do mundo" e gostam muito de nos tentar fazer ver que estamos a fazer mal, porque protegemos demasiado as nossas filhas e porque não as deixamos com ninguém e porque fazemos assim em vez de assado e porque somos fundamentalistas quanto às horas das refeições e por isto e por aquilo e por não sei mais o quê... eu respondo: "Vão dar bitaites pró...."
Quando eu vos pedir que assumam a tarefa hercúlea de educar duas crianças e quando vos chamar às 3 da manhã de uma madrugada qualquer e vos pedir que segurem na testa delas enquanto vomitam, porque eu preciso dormir, quando eu vos pedir para ficarem com elas AS DUAS, fins de semana inteiros, depois de terem passado uma semana de merda, cansados e com olheiras até ao pescoço, enquanto elas pedem para brincar, pedem colo, pedem mimos, pedem o mundo e arredores, aí sim, podem dar bitaites. Até lá, não, tá certinho?
Pronto.

agosto 19, 2011

Filhos

Li hoje neste blog ,que adoro, um post sobre filhos… bom, na realidade são dois posts sobre filhos mas o  último foi mesmo o “golpe de misericórdia”. E digo golpe de misericórdia, não porque não tivesse gostado mas porque, num dos parágrafos me revi completamente. Estava a ler, e a cada palavra que se seguia eu estava ali retratada, em cada vírgula, em cada acento, em cada espaço…
Desde que nasceu a minha 1ª filha que optei, por falta de opções mas também por escolha própria, não a deixar com ninguém (vulgo avós). Quando tinha 4 meses e acabou a minha licença de maternidade (isto foi há 6 anos, não havia cá essas modernices de licença paterna), ela ficou numa creche ao pé de casa enquanto eu vinha trabalhar (curiosamente também no escritório que fica ao pé de casa). Não havia disponibilidade por parte dos meus pais ou sogros para ficar com ela.
A coisa correu mal na creche e decidimos, eu e o meu marido, tirá-la da creche e contratar alguém que ficasse com ela em casa. Não foi um processo fácil. Antes de mais demora-se muito a encontrar “a pessoa”, ou pelo menos alguém em quem possamos confiar a nossa criança, e depois, sobretudo quando falamos de alguém como “moi même”, super stressadinha e intensa com tudo, foi muito complicado vir trabalhar e deixar a cria em casa, mais ainda quando se metiam aquelas coisas de crianças – bronquiolites, conjuntivites, amigdalites, gastroenterites (muitas) e outros bichos acabados em “ites” - pelo meio, tornando a tarefa de vir trabalhar, penosa, isto para usar uma palavra levezinha.
Deste molho de brócolos resultaram duas coisas:  
1º - Devido à falta de apoio que tivemos nos 1ºs tempos por  parte da nossa família (não havia ninguém que nos pudesse ficar com a pequenita em situações de aperto) fomo-nos habituando a ser “auto-suficientes” e a colmatar eventuais situações de aperto, apenas e exclusivamente entre nós os dois
2º - Como as coisas não foram fáceis criámos as nossas rotinas que nos ajudavam a aligeirar os maus momentos (e sobretudo, ajudavam a que as situações de aperto acontecessem menos frequentemente) e que, como acontece com as crianças, essas rotinas traziam-nos segurança e um sentimento de que estávamos a fazer as coisas bem.
Assim sendo, tudo o que fugisse daquilo que nos habituámos a fazer no que diz respeito à educação e cuidados que tínhamos com a Luísa, nos parecia não mal, mas… menos bem,  digamos assim, e preferimos sempre sermos nós a fazer, ao invés de ficarmos angustiados por entregar a pequenita aos cuidados de quem nós não confiávamos a 100%.

Para além disto, e mais importante ainda, nós sempre adorámos estar com a nossa filhota e sempre retirámos daí intenso e verdadeiro prazer. O que, nos dias que correm hoje é algo que escasseia. Mas isso é tema para fazer um post inteiro, pelo que não vamos entrar por aí agora.
Voltando ao inicio deste post, quando leio no blog do “Arrumadinho” este parágrafo:
“…é importante haver alguém por perto que nos possa segurar as pontas por uma manhã, uma tarde, uma noite, um fim-de-semana, para que o casal possa sair das rotinas normais, esquecer as fraldas, ir ao ginásio, ir passear, ao cinema, jantar fora, sair com amigos, no fundo, para que os pais deixem um bocadinho de ser pais durante aquelas horas, ou aqueles dias, e voltem a ser um casal, voltem a fazer coisas normais e que lhes dão verdadeiro prazer.
O problema é que para muitos pais recentes fazer isto é quase um crime. Acham que não têm de sobrecarregar os outros com obrigações que são deles, têm medo que os avós não saibam cuidar deles se acontecer alguma coisa, têm medo que a tia não saiba mudar a fralda ou que lhe dê a sopa muito quente, têm medo que a amiga que até tem dois filhos deixe cair o bebé pelas escadas abaixo, têm medo que o cão dos primos ataque a criança, enfim, tudo serve para que prefiram ficar sempre com a criança, e nunca a deixem com ninguém. O resultado disso está no post anterior.
Acho que ser descontraído em algumas coisas pode fazer de nós melhores pais. A obsessão, seja lá de que forma forma, é sempre prejudicial.
E o caso dos filhos não é excepção.
realizo que, eu estou ali naquele parágrafo (e tu também S) e realizo também que, para o Arrumadinho ter escrito este parágrafo é porque todas estas coisas são verdades para muitos pais e mães, realizo que não estou sozinha ou sequer errada, simplesmente estou dentro desta categoria que, de facto, acha que ninguém trata melhor os seus filhos que os seus pais.
Claro que também gosto de ter tempo para mim, claro que sim, quem não gosta? Sinto é que ainda não cheguei ao ponto que espero chegar um dia e que é gostar de ter tempo para mim e sentir-me bem com isso, ou seja, não sentir a falta das minhas pequenitas.
Quem me estiver a ler (felizmente que são poucos) devem pensar que sou louca de pedra, mas nós também somos aquilo que a vida e as circunstâncias nos tornam, e, verdade seja dita, desde o nascimento da nossa filha mais velha que sempre nos tivemos de "virar" sozinhos. Muitas vezes tivemos situações de aperto, e, mal ou bem, tivemos de nos desenrascar... bom, nada de queixumes, ser pais é isto mesmo, não podemos estar à espera de ter alguém à disposição quando precisamos. Não aconteceu, não vamos agora chorar sobre o leite derramado.
E verdade seja dita, temos duas meninas LINDAS, alegres, cheias de energia positiva, hiper inteligentes e, acima de tudo, felizes, para provar que, talvez, não estejamos tão errados assim.

Hoje

- Dá um beijinho à mamã, fofinha

(Beijo)

- Cheiras bem mamã!

Tem 2 anos...

agosto 12, 2011

A Família é uma cena lixada!
Há um dizer popular que diz: “Ao invés dos amigos, que se escolhem, a família não se escolhe”.
E de facto, nós já nascemos com essa “herança”. Para o bem e para o mal, nascemos filhos, netos, sobrinhos, às vezes irmãos, de alguém que já cá estava antes e que nos recebe no seio de um grupo já existente.
E depois dá-se um de dois fenómenos: either you fit in, or you don’t!
E o fenómeno de nos “encaixarmos” bem com a nossa família (sobretudo pais e irmãos) é algo que não tem absolutamente nada de objectivo. Tudo aqui é subjectivo e dependente daquilo que fazemos e naquilo que nos tornamos ao longo dos anos, muito fruto daquilo que experienciamos durante a nossa infância, adolescência, e finalmente, idade adulta.
Se nos encaixarmos e até formos pessoas pacíficas, que aceitamos tudo pacificamente, não muito preocupadas com o que vamos observando e nos parece injusto, bom ou mau, deixando passar indícios, situações que nos causam sofrimento, injustiças, as coisas tendem a funcionar muito bem e tudo corre lindamente. Se, ao contrário, nascermos com algo no código genético que nos define como pessoas mais sensíveis que o normal, porventura mais observadoras que o normal, ou carentes e sem capacidade de deixar passar impune injustiças, a coisa tende a correr muito mal.
Então, se a família se começa a aperceber que está ali uma pessoa com essas características, e como essas coisas, às vezes chateiam, aquele membro da família que parece assim um bocadinho “diferente” e “paranóico” é tratado de forma diferente e assim o vai ser pelo resto da sua vida.
E então, esse membro da família, começa a ficar com ressentimentos e para esse membro da família, a família será sempre importante mas sempre também fonte de ressentimento.
Existe famílias afectuosas e as menos afectuosas. Há as que não são “consistentes” nos seus afectos, e isso é fodido – um dia adoram, para no dia seguinte, e caso se ponha (segundo a sua perspectiva das coisas) a “pata na poça”, a coisa pode ficar feia e não se coíbem de o mostrar da pior maneira possível.
Gosta-se sempre da família, acho que não se é feliz se eles não forem felizes e se não estiverem bem, desejamos-lhes sempre o melhor do mundo, mas quando as desilusões e as situações más estão a par do que de bom se passou, pode ser chato...
Todos nós temos as nossas vicissitudes, os nossos traços de personalidade, os nossos defeitos, as nossas virtudes, no fundo, aquilo que nos distingue uns dos outros. O segredo está em saber aceitar em nós e nos outros que nem todos somos verdes ou encarnados, que há pessoas que são, “esverdeadas” ou “avermelhadas” e que devemos respeitá-las e amá-las como se de uma pessoa verde ou vermelha se tratasse.
Há quem nasça “diferente”. É importante que, quando isso acontece, nos vejamos desta maneira não de forma estranha mas de forma “assumida”. Não precisamos todos ser pessoas “simples” e certinhas, não precisamos pertencer à carneirada para estar tudo bem. Quando somos diferentes e se isto representa uma maçada para a família, que não está para aturar as merdas destas pessoas, então estamos perante um grande "temos pena" e não nos devemos anular por isso.
Há pessoas que tudo o que se passa à volta delas as afecta em dobro do que afecta uma pessoa normal. Pessoas de extremos, são-no assim uma vida inteira. Observam e tiram daí as suas conclusões e muito dificilmente algo lhes passa ao lado. Não sendo foras de série,  conseguem apanhar inconsistências e falhas de carácter, a milhas de distância e com apenas um levíssimo indício. Indignam-se com injustiças, em todos os quadrantes da vida mas acima de tudo no campo dos afectos. Não suportam pessoas que não amem até à inconsciência os seus filhos e netos, e o simples "apregoamento" disso as deixa nervosas, sobretudo quando as suas atitudes em nada reflectem as suas palavras. 
Há quem odeie palavras e afirmações ocas de sentido e pessoas que sentem necessidade de apregoar sentimentos para “ficar bem na fotografia”, pessoas que não sabem “gostar”, ou que gostam “assim assim”, quando lhes convém e que, acima de tudo, NUNCA se afastam do seu caminho para apoiar ou dar um pouco de atenção a quem elas sabem que gosta da sua atenção, pessoas que não sabem distribuir o seu amor por igual, principalmente pelos filhos e pelos netos.
Enfim, nesta vida há de tudo, vemos o bem, o mal e o mais ou menos... resta-nos continuar a viver e a tentar fazer a diferença. Eu todos os dias tento e tu?

agosto 02, 2011

O Meu Mundinho - A "bloggar" há 5 anos!!!

E faz hoje precisamente 5 anos que inaugurei este espaço, às vezes (muitas) negligenciado, outras nem tanto assim.
Passei aqui só para lembrar a efeméride. Passo por cá mais tarde porque tenho tanta coisinha pra contar!!! ui...

julho 13, 2011

Se calhar é melhor...

Há coisas que me dão cabo do amendoim! Há características na personalidade das pessoas que me chateiam à brava – a teimosia é uma delas, a falta de humildade é outra, a inveja gratuita e má, pessoas que vivem de esquemas e mentiras é outra coisa que me lixa solenemente, pessoas que se auto promovem a torto e a direito para esconder faltas de amor próprio é outra, pessoal que não tem mais nada para fazer na vida (ou se calhar até tem, mas preferem não fazer) a não ser falar da vida dos outros também é coisa pra me deixar a espumar da boca, enfim, há milhares de coisas que me dão cabo da paciência e me atacam o fígado.
Nestas alturas, escolho uma de duas atitudes: ou dou desprezo, que, diga-se, é o melhor remédio para esta gente, ou então, entro na “guerra” e vou ripostando até um de nós cair para o lado. O mau desta 2ª hipótese é que, no processo, se deu tempo de antena a tipos que não merecem sequer o ar que respiram.
Mas o desprezo é um processo mais penoso (para quem o dá). Como diz o meu pai “só não se sente quem não é filho de boa gente”, e termos a noção que alguém se está a armar ao pingarelho connosco, e que não tem razão e, pior que isso, que merece uma lição bem dada, e mesmo assim, virarmos as costas e não lhes espetarmos uma chapada na boca logo ali, é muita complicado! O desprezo é bonito e tal, mostra nobreza de carácter mas custa como o caraças.
Bem sei que é igualmente mau de receber, mas para quem o dá também não é pêra doce, basicamente é ver-se privado de “despejar a bílis” que, diga-se, é uma cena que sabe bem mas bem.
Ontem vi um filme de um sujeito que esteve envolvido num acidente de avião e que, basicamente, pensou que a vida dele tinha acabado ali, momentos antes do impacto. Por sorte, safou-se e não morreu. A lição que ele tirou dali foi que, não vale a pena a malta chatear-se uns com os outros, que devemos aproveitar a vida, ser bons pais, amigos, esposos, filhos, etc… Não conseguimos evitar um nó na garganta quando ouvimos estes relatos, colocamos tudo em perspectiva e pensamos (nós, que nunca vimos realmente a nossa vida posta em perigo) “Caramba, vou mas é deixar-me de merdas e viver a vida ao máximo, porque amanhã posso já cá não estar”.
E no fundo é isto mesmo. Temos mesmo que nos deixar de merdas e viver a vida que temos, aproveitar o tempo que nos fazem o favor de nos dar e aproveitar tudo e todos enquanto por cá andamos e… fazer o bem… acima de tudo… fazer pessoas felizes.
Continuo a achar que há gente que só à chapada mas, se calhar, vou mesmo continuar a optar por “ignorar” essas pessoas, deixá-las ser infelizes sozinhas, e concentrar-me nas pessoas boas, que por cá andam e que são muitas.
Assim sendo, o próximo mail que receber com alguém a teimar numa coisa que não tem qualquer fundamento, a próxima vez que me vierem contar que comentaram a minha pessoa e a minha conduta nas minhas costas, a próxima vez que alguém for gratuitamente mal educado comigo, a próxima vez que alguém se armar em bom só porque sim, a próxima vez que me quiser saltar a tampa e tiver vontade de mandar alguém "levar lá onde o sol não brilha", vou fazer como os Pinguins… Sorrir e acenar!

julho 07, 2011

Toda a gente foi ver Coldplay… menos eu.

E quem diz Coldplay diz todo o cartaz de artistas que vêm a Portugal durante o ano inteiro! Acho que o último concerto que fui ver foi dos Beatles!!
Agora a sério: eu era menina para ter gostado de ir ver Coldplay. Sou menina para gostar de Festivais de Verão (razão pela qual nunca fui a um único, mas isso agora também não interessa nada). Quer dizer… nunca ter ido a um Festival de Verão, não é BEM assim… quando era miúda, papei todas as festas do Avante e até cheguei a dar um beijinho na boca a um rapazolas numa das festas, enquanto o Álvaro Cunhal discursava! Toma lá que não é para todos!
Mas o meu “malucómetro” no que diz respeito a concertos e assim nunca subiu muito mais que isto… o beijinho na boca ao rapaz em plena Festa do Avante, em todo um imaginário comuna.
Lembro-me de ter ido a concertos em Estádios! UAU!!! Grande doida! Antes do terramoto de 1755, mas fui. Lembro-me de ter ido ver Dire Straits (ganda loucura), de ter ido ver Brian Adams (2 vezes – numa clara alusão ao provérbio “Uma desgraça nunca vem só”), mas também me lembro de, pelo menos, dois concertos memoráveis: Tina Turner no Estádio do Restelo e Madonna (a minha Musa) na Bela Vista (menos memorável pelo ambiente, mais memorável pela Madonna).
Em ambos (Tina e Madonna) fomos para a porta do recinto, pelo menos, 12 horas antes, para garantir um lugar bem lá na frente. Da Tina consegui, embora a meio do concerto me tenha visto a braços com uma crise de rins que me impediu de gritar pelo saxofonista da Tina que era bem bom, mas da Madonna (a minha musa) foi coisa para ser tempo perdido aquele que passei sentada no alcatrão à porta do Parque da Bela Vista. De facto, fomos dos primeiros a entrar, mas depois, ainda hoje estou para saber como, vimo-nos rodeados por uma coluna espessa de gente que apertava, empurrava, encostava, passava à má fila para a nossa frente, e coisas do género.
Dei por mim então, a 3 horas de começar o concerto, em pé, apertada e espremida, sem me poder mexer porque senão caía para cima do pessoal que estava sentado em círculo no chão mesmo em cima dos meus pés, e já com 12 horas no buxo de espera fora do recinto. Foi muito agradável.
Quando o concerto começou, estava 3 ou 4 metros mais atrás do que quando entrei (fui sendo gentilmente empurrada para trás por pessoal que se alambazava sem pedir licença a ninguém) e passei o concerto quase todo sem poder abanar o esqueleto ao som das músicas da minha diva, já para não falar que estava prestes a falecer de cansaço. Ah, e também não vi lá grande coisa, porque à minha frente tinha milhões de bracinhos a segurar telemóveis que, furiosamente, fotografavam e filmavam o concerto. Foi uma coisa esperta.
E pronto, a minha história de concertos é basicamente esta. Não é coisa que irei contar aos netos com pompa e circunstância mas posso orgulhar-me de ter tido a Tina Turner a centímetros da minha pessoa a dar-me o microfone para cantar com ela e de ter aparecido no ecran gigante do Restelo – e isso, my friends, é para MUITO poucos.
Acho que só por causa disso, já não estou tão chateada de não ter ido ver Coldplay!

julho 06, 2011

Sabemos que estamos a precisar muito de férias (atenção, eu disse “férias”, não disse “feriazinhas”, daquelas paneleiradas de uma semana ou 3 dias, ou coisa que o valha, férias, a sério, de, no mínimo, 3 semanas seguidas), quando começamos a acordar às 5 da manhã, já em grande stress que as 7:30 cheguem, porque isso significa que temos que ir para o duche, vestir, preparar as crianças, dar pequenos almoços, dar atenção às crianças, levar a miúda ao colégio, e arrancar para o escritório.
Sabemos que estamos a precisar MUITO de férias quando entramos em depressão profunda ao chegar ao escritório e realizamos que temos efectivamente que trabalhar, algo que me “enfada” profundamente (cada vez mais).
Sabemos que estamos a precisar MESMO MUITO de férias quando nos olhamos ao espelho e vemos que a nossa tez atingiu níveis históricos de uma tonalidade cinzento-esverdeada e que por mais pó da saúde, anti-cernes, rímel, e coisas afins que ponhamos na fronha, a tonalidade vai continuar aquela quer tenha acabado de acordar, quer tenha chegado ao fim do dia.
Por fim, sabemos que estamos a precisar de férias como de pãozinho para a boca, quando temos o armário cheio de roupa e tudo o que vestimos parece-nos que saiu da desinfecção e que nos assenta tão bem ou melhor que uma saca de serapilheira em dias maus.
Mas o pior não é chegarmos à conclusão de que precisamos muito de férias. O pior é as “bichas” não chegarem nunca, apesar de querermos muito que elas cheguem.
Isto da vida devia ser assim: nós queremos e as coisas acontecem. Agora quero que amanhã, quando acordar, seja já dia de meter as miúdas e o marido no carro e arrancar para a casa de férias no Algarve. As malas deverão estar feitas, a bagageira do carro carregada, eu, LINDA de cair para o lado com uma toilette BCBG, e as meninas e o marido, igualmente resplandecentes.Depois de lá chegados, quero que faça sempre bom tempo, que as miúdas até se portem bem (e que se divirtam muito) e quero conseguir descansar. E quando digo descansar, quero dizer, apanhar altos banhos de sol, dar grandes mergulhaças na piscina, valorizar as carnes com um belo bronzeado, deitar na espreguiçadeira a ler revistas da tanga ou um livro giro, ir dar umas voltinhas na praia com o marido, olhar para as meninas e vê-las felizes, divertidas, etc, etc, etc. 
Isso para mim, será descansar. Não preciso de vida nocturna para me divertir, tipo sair à noite e ir para grandes rambóias… aliás, eu, inclusive, já nem sei o que a palavra rambóia significa… acho que é um prato qualquer, com babatinhas a murro.
Só precisava mesmo era de descansar, de acabar as duas semanas que nos esperam de praia e sentir que retemperei energias, que estou pronta para a “luta”. Porque, meus amigos, cheira-me que vem aí chumbo grosso nos próximos tempos, com postos de trabalho em risco, com resultados das empresas a descer, com exigências por parte das empresas aos seus colaboradores… espera aí… como é que eu começo este post a falar de férias e dou por mim a falar de trabalho e da crise?
Tá tudo maluco!

julho 03, 2011

A inveja, essa grande malvada!

Se há coisa que ABOMINO é pessoal invejoso. Ora bem, a inveja é uma cena que todo o mortal, mais cedo ou mais tarde, mais ou menos, sente na vida. Inveja de alguém, inveja de algo, inveja miudinha, inveja da grande... quem ainda não sentiu inveja que lance a primeira pedra.
Mas, há aquele pessoal que sente um tipo de inveja que é daquele tipo assim, mesquinho, mau, inveja soda cáustica, que corrói, tão a ver? E essa eu nunca senti e acredito que não esteja ao alcance de todos.
A mesma coisa que encher o bidé com aguinha e Cilit Bang e lavar a pardaloca com o preparado! É coisa pra deixar mazela da grossa - BANG! Agora tens uma pardaloca, agora já não tens!
E é essa "gentinha" que me lixa, pá!
Normalmente, é "gentinha" que nasceu sem nada, viveu grande parte da vida sem nada e quando consegue atingir alguma coisa na vida, dá-se ali um fenómeno qualquer naquelas cabecinhas de merda que as faz ficar neste estado. É "gentinha" para ver alguém feliz e realizado e sentir-se infeliz e (in)realizado só porque o outro está feliz e realizado.
A porra toda é que há "gentinha" desta que tem "um santo muito forte" e consegue, com a inveja toda que sente, prejudicar o desgraçado alvo da sua inveja, sem que o desgraçado possa fazer alguma coisa. E pior: sem culpa nenhuma! O desgraçado, está só ali na cena dele, sem chatear ninguém (pensa ele), e que, por acaso, até tem ali umas cenas engraçadas e teve o azar da "gentinha" também querer ter! Só que, como não tem categoria, para as ter, faz aquilo que melhor sabe fazer: deita-lhe o olho gordo! E em vez de tentar melhorar, com cenas suas, sei lá, fazer alguma coisa de original, inventar novas formas de melhorar, não, imita o desgraçado, porque não tem jeito nem engenho para mais!
É pobre ou não é pobre? Não, desculpa, pobre é o Tarzan Taborda! Isto é coisa para raiar níveis de pobreza apenas vividos na África subsariana!
E eu, que até sou uma tipa da paz, boa onda e tal, a mim o que me dá vontade de fazer a esta "gentinha" é é perguntar-lhes: "Olha lá, ó jovem, tu quando nasceste já vinhas com isso nesse estado, ou foi alguma fatalidade que te aconteceu, entretanto?" Ou uma cena do género: "Tu és todos os dias assim, ou intervalas em dias bons?"
E o pior é que isto, para além de  me encher de nervos, dá-me cabo do figado e cansa-me a beleza! Quer dizer, anda uma gaja a gastar um balúrdio em cremes anti-rides e o camandro, para depois ganhar rugas de expressão com estes palhaços, pá!
Foda-se!

julho 01, 2011

Acho que estou a ouvir "Passos"...

... e daqueles que vêm com pézinhos de lã e roubam os presentinhos de baixo da árvore... Medinhos...