maio 30, 2013

The world as we know is about to end!

Duas palavras para vós, oh criaturas incrédulas:

MELANCIA - AMARELA (sem pevides)
Ok, foram 4 palavras.





Ele há dias...


... em que me apetece fazer bobagens...

Como dizem os pacotes de açucar: hoje é o dia.
Estou a pensar mudar o nome aqui do barracame. O Meu Mundinho está pra lá de démodé e eu sou uma rapariga moderna e na crista da onda e coiso e tal.
Peço, portanto, às 3 pessoas que lêem este diário de bordo, que digam de sua justiça, quanto aos quatro nomes que pensei:

- Chocos com pinta
- Um café e um bagaço
- O Boca Doce é bom, é bom é
- A Mensagem (sim, eu sou uma espécie de Fernando Pessoa mas em gira)

Caso não queiram opinar aqui, por escrito, façam-me chegar as vossas opiniões, votos, insultos, etc, por outra via. Sabem que sou moça contactadiça e estou online em tudo o que é sítio em que se pode estar online.
(considerem também a minha Hotline, aquela em que faço barulhos estranhos sensuais, em troca de uma chamada de valor acrescentado).


Agradecida.

maio 27, 2013

Vamos lá dissecar o fim-de-semana Parte III (O Benfica)

O que dizer? Perdemos novamente. Começámos por ganhar, tentámos segurar a magra vantagem de um golo (ainda por cima marcado sem saber ler nem escrever) e acabámos por perder a última competição que nos faltava, das três onde estávamos na corrida.
Correu tudo mal a meu ver. Começando pelo facto de termos perdido, passando por nos termos pegado à porrada em frente a Portugal inteiro, não só a equipa com o treinador mas também os adeptos entre si, jogámos mal... enfim, o pleno.
Dizer que estou triste não será bem o termo. Estou mais... lixada.

Algumas considerações:

1º Adoro o Jesus – mil vezes o Jesus bronco do que o vitor pereira armado ao pingarelho. (Como o meu rival directo nas competições deste ano  é o fcp é deste que falarei, fique desde já claro).
De facto a “espécie de treinador” vitor pereira, é daquelas pessoas que não se compreende como é que não está a limpar sanitas num centro comercial e está a treinar um clube como o fcp. O Jesus é bronco, fala mal, tem aquele ar de rufia de Chelas e tal, mas é... o Jesus! Tem carisma! O gajo em dias bons move multidões! 
Já este vitor pereira (nem consigo escrever o nome do homem com maiúsculas, pá)  é fraco. Não tem qualquer talento como treinador, carisma é um adjectivo que JAMAIS lhe poderá ser atribuído, quando as coisas lhe correm mal, faz aquilo que qualquer adepto que goste realmente de bola, teme ver o seu treinador fazer - sacode a água do capote como gente grande, começa a disparar para tudo o que se move quando perde, ou o adversário ganha, nunca assumindo a sua responsabilidade no processo, e depois... tem aquela figura e aquela cara de... saloio desgraçadinho que não se aguenta! Nada a fazer.
Só se explica que tenha ganho o campeonato porque tem uma estrutura muito bem montada num clube que tem mérito, jogadores esforçados que nunca desistem e que lhe ofereceram o campeonato de bandeja:  - toma lá o campeonato, ganho POR NÓS e por nós exclusivamente, porque se formos esperar que tu nos treines e nos dês as tácticas, nem numa distrital ganharíamos.

2º Adoro o Cardozo – esteve muito mal no Jamor com aquela atitude de bad boy crazy mother fucker, mas adoro o Cardozo. Aquilo para mim foi ao mesmo tempo uma manifestação desnecessária (esperava por chegar ao balneário e aí até podiam andar à pera que eu queria lá saber) e uma manifestação de Benfiquismo. Só um jogador que tem amor à camisola se importa de perder mais uma final e perde as estribeiras daquela maneira em frente a milhões de espectadores. Só por isso, ele, que já merecia o meu apoio e incondicional admiração, foi imediatamente ilibado no meu “tribunal”.
Jamais me ouvirão dizer mal dos meus jogadores ou treinador. Antes, estou agradecida pelas alegrias que me dão – quem me conhece sabe que esta é a minha máxima. Quem já me “leu” no FB a mandar calhaus ao treinador ou jogadores quando a coisa correu menos bem, pode vir falar comigo.

3º Não adoro os adeptos do fcp – são convencidos, bairristas, irrascíveis e têm uma dor de corno quando não estão a ganhar tudo, que é obra. Compreendo que este ano tenha sido difícil para eles. Não por não estarem a ganhar nada mas por ser o Benfica a estar no posição de poder vir a ganhar. Vamos lá a ver, o fcp não tem adeptos. O fcp tem anti adeptos benfiquistas. E não sou eu quem o diz, são eles próprios com os comentários que colocam em todo o lado. Depois, lá metem de vez em quando umas alusões ao grande porto, mas não é isso que os move. Eu, ficaria triste, caso tivesse esta massa associativa e estes adeptos tão desprovidos de amor ao clube, mas não há grande coisa a fazer eu acho... nem consigo entender, porque venho de um sítio completamente diferente, como bem sabem, dada a minha cor clubística e dada a disparidade tão grande na forma de viver o clube. Mas sinto pena... porque apesar de tudo, reconheço que o fcp é um grande clube, sim senhor. Não tem é adeptos que vibrem por ele (lá está, estão muito ocupados a odiar os encarnados), mas não deixa de ser um grande clube.
O mesmo acontece com o Sporting, mas como o Sporting não é meu adversário directo (ou indirecto, diga-se) não preciso mencioná-lo aqui, uma vez que conheço muito mal o clube, até pela sua pequena dimensão.
Adiante.
Um dos argumentos que mais tenho visto escritos por aí é: “foram arrogantes e tiveram o que mereceram, não ganharam nada”.
Grande verdade. Fomos mais que arrogantes! Mas isto aplica-se a todos os clubes, ok? Ou será que, em anos idos, equipas que estiveram na eventualidade de fazer o pleno numa época, andaram a chorar e a arrastar-se pelo lagedo a gritar aos céus e a pedir que Deus os impedisse de ganhar? Huuummm... se calhar não... Mas o que é que deu nesta gente toda? Agora é tudo meninos? Que paneleirada é esta? Então um clube está na linha da frente em todas as competições e tem o quê? Que se lamentar? Vão-se foder, pá (desculpem lá o meu francês).
Tinham mais que ser arrogantes sim senhora!!! E espero que o continuem a ser por muitos e bons anos. Os outros são diferentes, queres ver?
É esta mentalidade do desgraçadinho que tanto caracteriza o tuga, que me lixa, pá! Ah e tal é melhor não festejar antes do tempo porque a coisa pode correr mal e a probabilidade de que corra é grande e tal, e vamos ter cuidado e cautela, e vamos todos para casa fazer crochet e macramé mas festejar antes do tempo é que não porque, oh valha-me Deus, podemos perder e depois é uma chaticezinha.
Porra, podemos no fim não ganhar nada mas fizemos a festa enquanto pudemos! Olha, eu fiz! E ri muito e festejei muito e tirei um gozo do caraças com os golos maravilhosos que a minha equipa marcou! E esses, já ninguém mos tira.
“Foram arrogantes” – Ide-vos todos foder!!! Meninos!

Para o ano, quando o fcp ou mesmo o scp (hipótese bem mais remota, mas ok), estiver a ganhar e no caminho para o pleno (ou não) e começarem a festejar antes do tempo (quando forem eles os arrogantes) eu vou aplaudir de pé. E depois, se não ganharem nada (shit happens all the time, remember), eu vou ficar na minha e, com muita inveja miudinha, porque a festança que fizeram, já ninguém lhes tira.

Vamos lá dissecar o fim-de-semana Parte II (A Corrida)

Domingo: Corrida da Mulher. 15 mil gajas reunidas na 24 de Julho, um mar de bonés e t-shirts cor-de-rosa.
Começo o dia por apanhar o autocarro rumo à 24 de Julho. Apanho o 28, julgando que a coisa ia ser rápida, afinal a 24 de Julho não é do outro lado do mundo... pois, mas não sendo do outro lado do mundo,  a julgar pelo percurso do autocarro, a 24 de Julho é noutro planeta! Digamos que, se eu tivesse ido à Suécia, passado pela Dinamarca e Noruega, tivesse feito um desvio por Angola e virado no xiripipi de Benguela, tinha demorado menos tempo do que demorei para ir do Parque das Nações à 24 de Julho.
Adiante!
Lá chegada, pensei... huuummm, isto para correr (que, pasme-se, era o meu objectivo), deve ser complicado, tendo em conta que mal consigo abrir os braços sem vazar a vista à miúda do lado! Mas prontooosss, andei 1 km, até a coisa abrir um bocado e depois, abram alas para o Noddy, e lá fui eu.
Lá fui eu, é como quem diz, fui mas devagarinho e a contornar obstáculos (vulgo gajas) durante praticamente todo o percurso.

A coisa saldou-se em 4 Km de corrida lenta e a chegada à meta muito cansada. Isto de passar por cima de mulheres a caminhar tem muito que se lhe diga!

Ora vamos lá dissecar o fim-de-semana Parte I (As Festas)

Sábado: Festinha de fim de ano da Sofia. Foi, como sempre, um espectáculo. Este ano o tema foi “A Cigarra e a Formiga”. A minha pequenita fez de formiga e foi a melhor e a mais bonita formiga EVER.  Para variar abri o lacrimal desde que entrou a 1ª criança em palco (e nem sequer era a minha criança) e só parei quando saí do ginásio onde se deu a festa.
A Sofia portou-se magistralmente. Super concentrada, divertida, contente de estar ali, feliz por nos ver (este ano arranjei os melhores lugares da casa), cantou, não se esqueceu de uma única palavra da letra, fez a coreografia impecavelmente, com os movimentos todos certinhos... enfim, um doce e um orgulho.
Dia 31 é a apresentação da peça que ela tem andado a ensaiar no Clube Pequenos Actores, actividade extra curriciular que ela adora e onde se empenha imenso.  Vai fazer de Índia. Terminei o fato este fim de semana e hoje lá foi ela toda contente já com o fato para o ensaio geral. Avizinha-se nova choradeira, portanto.

A tarde de Sábado estava reservada para ir para a Festa dos Sabores, em Moscavide onde os Escuteiros da Luisinha tinham montado uma banquinha. Eu, como já tenho poucas coisas para fazer e ando muito repousada, ofereci-me como voluntária (ofereci-me como voluntária, atentem bem) para ir das 15:30 às 19:00, servir ‘mines’ e imperiais.
Ora bem, chego lá e o cenário era assustador! Musica pimba, todos os idosos de Moscavide e seus amigos lá reunidos, um palco onde se preparava o grupo coral de Mafamude de cima para actuar e eu com uma moca descomunal, de ter estado a chorar durante 2 horas no espectáculo da pequenita e também com uma ligeira dor de cabeça de ter apanhado muito sol na moleirinha enquanto esperava para entrar para a festa. Tava ali montada toda uma situação que tinha tudo para correr mal, portanto.

Por sorte, o negócio estava lento e fui dispensada antes mesmo de ter começado a minha brilhante carreira de empregada de mesa. Em boa hora porque quando ia a sair do recinto o Grupo Coral de Mafamude ia começar a cantar (a capela) o Verde milho. Deus foi misericordioso.

maio 20, 2013

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh (um grande e loooongo suspiro)... às vezes gostava de poder deitar pessoas para o lixo.
Depois ia lá buscá-las outra vez mas só o acto libertador de as poder enfiar num contentor durante... meia horinha, vá, seria suficiente.

E é isto.

maio 16, 2013

O GLORIOSO!


Sou do Benfica ainda o Mar Morto estava doente.

Aos 6 anos o meu querido e saudoso Avô António mostrou-me o seu quadro de estimação – um quadro com o emblema do Benfica em relevo, com uma águia com penas naturais, olhos feitos de pedras brilhantes e o ar mais imponente que alguma vez vi retratado nos muitos emblemas do Glorioso que tenho visto até hoje. Tudo magistralmente emoldurado em talha dourada, qual igreja Barroca, dando ainda mais imponência (se é que isso era possível) ao emblema que albergava. Aquilo era a Monalisa do universo clubístico.
A partir desse dia, e em paralelo com o afecto que sentia pelo meu Avô António, o Benfica passou a ser uma paixão, passou a fazer parte de mim. Até hoje.

Sou de um Clube que, provavelmente, não tem paralelo em lugar nenhum do mundo, na mística, na capacidade de arrastar multidões, na tradição, no significado, no amor que os seus adeptos lhe dedicam e também... no ódio que desperta nos adeptos dos outros clubes, nomeadamente e sobretudo, no Porto e no Sporting.
Não estou a generalizar nada. Atenção que não posso estar aqui a dizer que o Zé, o Mário, o Chico, a Maria Francisca, o Luís e o Licas, do Porto, o Bernardo, o José, o Salvador e a Constança do Sporting, odeiam o Benfica. Tenho a certeza que haverá adeptos destes clubes que se estão nas tintas para o Benfica ou que, provavelmente, em competições europeias, até por uma questão de patriotismo, mesmo que não muito convencidos, apoiam o Benfica. Mas são uma minoria, e isso ninguém poderá dizer que não é verdade.  Afirmo, portanto,  que, a grande maioria dos adeptos destes dois clubes, não ama os seus clubes – odeia o Benfica.
E é aqui que reside a diferença e é aqui que faz com que o Benfica não possa nunca ser comparado a estes outros clubes, porque não há comparação possível. Muito destas características que enumerei acima (a mística, a paixão dos adeptos, a tradição, as multidões que arrasta) resultam do facto de sermos um clube que, acima de tudo, vive, respira, vibra pelo Benfica. E isto, meus amigos, não é para todos.

Estas duas últimas semanas têm sido uma verdadeira provação para qualquer adepto confesso de um clube. Terá sido, porventura, uma provação trinta vezes maior para o adepto Benfiquista. E eu falo por mim, adepta fervorosa deste clube,  adepta que em miúda, naquela idade em que as miúdas costumam estar à porta do liceu a fazer charme aos rapazes ou em grupinhos de amigas, preferia arrepiar caminho e ir a pé da Estação de Benfica até ao Estádio da Luz para ver os treinos do Glorioso, que sempre que tinha a sorte de arranjar bilhetes para o Benfica, ia toda contente, em vez de ir às Matinés do Loucuras dar um pézinho de dança, que fazia álbuns com TODOS os recortes da Bola, que saiam sobre o Benfica, que tirava fotografias com os jogadores que conseguia apanhar à saída dos treinos e que assinava tudo o que era papel com “Cristina Manniche Rafael”!

E esta semana, o meu Benfica, depois de uma época brilhante, perdeu duas finais. E eu perdi estas duas finais com o meu Benfica. Para mim foi como se estivesse lá estado a correr os 90 minutos e tivesse acabado a mandar-me ao relvado, impotente. E das duas vezes perdemos da maneira mais dolorosa – jogando bem mas perdendo no último minuto. É o epíteto do “morrer na praia”.

Mas isto faz parte (so I keep saying to myself) e o caminho faz-se caminhando. Para o ano lá estaremos novamente, este ano ainda nos falta uma competição (ou duas, vamos ver), e o Benfica continua Grande, continua a espalhar a sua mística, continua a significar 10% do PIB nacional.  

Pela parte que me toca, vou voltar a cantar as papoilas saltitantes e a dizer CARREGA, e a sofrer e vibrar e a ter esperança que voltemos ao lugar que é nosso – o das vitórias.

Há uma máxima que costumo empregar sempre que o Benfica perde e que me lembro de ouvir da boca de um adepto, depois de uma partida perdida, enquanto passávamos no túnel: “Amanhã lá acordará o país mais triste”. E tinha razão.

maio 13, 2013

Quando...

...percebemos de repente que há pessoas que costumavam falar-nos bem e de um dia para o outro olham-me com olhos demoníacos, é melhor começarmos a pensar em aderir às lentes de contacto, não é?

(vejo mal vai para mais de 15 anos e insisto em resistir a usar óculos ou lentes, mas se calhar já mudava de ideias... não sei, estou só a mandar para o ar...)

Hoje

Estamos as três novamente sozinhas em casa. Contrariamente ao que costuma acontecer, desta vez o homem pirou-se ao Domingo (já nem os fins de semana escapam à sangria desatada das viagens de trabalho).
Assim sendo, hoje tinha o dia todo para entreter as duas criaturinhas, o que, deixem que vos diga, não é tarefa fácil.
Comecei o dia a acordar às duas e picos da manhã, de repente, sem explicação, e o primeiro pensamento   (agora aqui ficava bem dizer que foi a viagem do homem mas não foi... é mau dizer isto mas  não foi) foi a derrota do meu Benfica horas antes. O melão com que me deitei ainda mostrava sinais de inchaço e quando acordei, pelas razões erradas, a primeira palavra que me veio à cabeça foi FODA-SE!

Em frente.

Não tendo conseguido dormir mais, uma vez que o homem acordou às 5, fez um escarcéu do caraças a tomar banho e mais não sei o quê, e tendo em conta que as miúdas, no seu habitual ritual de fim de semana, acordaram pouco depois do pai ter saído de casa (6 da matina), quando me levantei da cama estava mesmo naqueles dias em que me apetece bater até na irmã Lúcia.
Seguindo este pensamento de santidade, às 9:30 já tinha as duas alimentadas, vestidas e prontas para levar a mais velha à catequese.

10h da manhã: Chegadas à catequese, despacho a mais velha, arranco com a mais nova para o CC para comprar o presente de aniversário de uma coleguinha da mais nova, cuja festa seria às 15:00.
Presente comprado, meto a mais nova no carro, meto o presente na mala, fecho a mala, deixo lá ficar um dedo, digo 34 palavrões daqueles com pêlo, e meto-me dentro do carro para ir buscar a mais velha.

Nota: pequeno esquecimento de pedir para embrulhar presente. Retomo alguns dos palavrões de há pouco mas desta vez para dentro, já que tenho uma criança o olhar para mim.

11h : Apanho mais velha na catequese e sigo para casa com as duas. Faço almoço.
Mais velha cheia de dores de cabeça e garganta. Administro santo ben-u-ron. Entretanto, mais nova aproveita para desarrumar todos os brinquedos do armário, das gavetas, do gavetão e outros que eu ia jurar, estavam na garagem. Eu arrumo a casa adianto almoço, estendo roupa e tento ignorar o tique nervoso que começo a sentir na vista esquerda.

12:45h: casa: zona de guerra; almoço: quase feito; crias: pegadas as duas por causa da Cinderela. Rezo 20 Pais nossos e 40 avé Marias para evitar cair em voo picado em cima dos anjinhos.

13:50h: mais velha almoçada, mais nova ainda a ruminar o primeiro prato. Bimby apita na cozinha a avisar que a sopa está feita e agora precisa ser triturada. Mais velha já pediu 5 vezes a sobremesa (considero mandá-la pela janela).

14:30: almoços acabam. Falta tomar banho, embrulhar presente, vestir algo que não pareça saído da desinfecção e arrancar para a festa.

15h: A família real abandona a residência. A meio caminho da festa a mais nova tem uma epifania e desata num pranto. Lá pelo meio percebo que nos esquecemos do presente de aniversário da miúda. Considero sair do carro em andamento.

15:30: Chegada à festa. Entrega do presente à aniversariante. Mãe do anjinho aniversariante olha para o presente com cara de nojo (kit princesa em cor de rosa). Penso em homens nus e bronzeados para afastar possíveis pensamento violentos para com terceiros.

17:00h: abandonamos a festança. Mais nova queixa-se que está cansada e quer colo até ao carro. Mais
velha corre que nem uma desalmada à nossa frente. Eu chamo-a mas como ela, de certeza,  tem problemas de acumulação de cera em ambos os ouvidos, ignora os meus gritos esganiçados. Pondero entregá-la à segurança social mal a consiga apanhar.

Iniciamos viagem de volta a casa. Crias adormecem.
Mãe dedicada pensa em dar uma voltinha para deixar crias dormir um pouco. A brincadeira salda-se em quase 80 km e meio depósito de gasolina. Para além das miúdas nunca mais acordarem, perdi-me.

19:00: Entrada na nossa rua, at last!!! Mais velha acorda e também tem uma epifania. Amanhã tem de levar a roupa para a peça de teatro. Meia volta rumo ao CC.

19:30: Continuamos à procura da roupa. Saímos do centro sem a roupa.

20:06: Jantares. O homem liga a querer fazer face time com crias. Espumo ligeiramente da boca.

Dois jantares e um face time depois, é hora de finalmente deitar os anjinhos e desfalecer sobre a primeira superfície plana (ou não) que encontrar...

21:45: Mais velha informa-me que amanhã tem que levar um trabalho sobre a evolução dos meios de transporte aquáticos... Penso no Titanic... Não sei porquê...