outubro 27, 2017

Isto é do car#$%&!!

Tenho que confessar que tenho um afecto especial pela palavra caralho! Peço desculpa aos leitores mais sensíveis, porque isto vai ser um post do caralho mas não há maneira bonita de colocar isto.

O caralho é aquela palavra que quando estamos muito, muito mas muito lixados, nos alivia... pra caralho, lá está!
Uma boa caralhada em momentos de fúria e/ou stress é algo que devia ser receitado pelos médicos. Do género, vamos a uma consulta, aflitos de dores nas costas, no estômago, no pescoço, todos lixados, com a vida e com o caralho e o médico liberar meia hora de mandar este mundo e o outro para o caralho. Tipo: "olhe, agora quando sair aqui do consultório vai mandar tudo o que se cruzar consigo para o caralho. Se lhe disserem alguma coisa, mostre esta prescrição médica, sff". E pronto, era remédio santo.

Mas, e há sempre um mas, para os fãs desta bela palavra e sobretudo para os seus heavy users, a sociedade não é meiga e acaba por rotular estas pessoas de "mal educadas".
Mal sabe a sociedade que afinal não é bem assim, porque - e é aqui que possivelmente a vossa vida vai mudar para sempre -  a palavra caralho não é uma asneira, meus pequeninos!

O caralho não é mais do que isto que vos mostro na imagem abaixo:

O caralho é a palavra que denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas, de onde os vigias perscrutavam o horizonte em busca de terra.
O caralho, dada a sua posição numa área de grande instabilidade era onde se manifestava com maior intensidade o movimento ondulante dos barcos.
Também era considerado um lugar de castigo para aqueles marinheiros que faziam asneira a bordo.O castigado era enviado durante horas ou mesmo dias inteiros para o caralho e quando descia estava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias. Daí a expressão "Vai para o caralho".

E pronto, a partir de agora, podemos dizer caralho ou mandar alguém para o caralho com um pouco mais de cultura e autoridade académica!

De nada!

setembro 29, 2017

Fomos só ali às Maldivas dar um mergulhinho e já voltámos



Olá meus pequeninos!!
Tenho aqui muita coisinha para vos contar!
Sabem aqueles locais que pensamos: “Eeeepáááá, se um dia falecer e for para o Paraíso, vai ser igual ou muito parecido com isto”. Pronto, eu não faleci mas fui passar uns dias ao Paraíso!
Eu e o Homem completámos este ano 15 anos de casados. Há 15 anos, mais precisamente no dia 21 de Setembro de 2002, estávamos numa capela em Sto Estevão a dizer que sim senhor, queríamos embarcar naquela viagem chamada casamento e que, em princípio, seria para toda a vida. Bom, 15 anos já se passaram, e a coisa mantém-se. Vamos ver o que nos espera, pelo menos, nos próximos 15 anos e depois logo se vê. Para já, e apesar das curvas e contracurvas e dos buracos na estrada, a suspensão da viatura continua com saúde. Arrisco até a dizer que, ao contrário das suspensões dos carros normais, esta nossa vai melhorando com o tempo, o que, meus pequeninos, não é para todos!
Muito bem, para celebrar esta efeméride, o Homem decidiu o quê? Fazer uma surpresa a esta menina que vos escreve e marcar uma viagem ao tal Paraíso na Terra: Maldivas. 
Exatamente 15 anos depois, voltámos ao lugar onde passámos a Lua de Mel! Num hotel diferente, num atol diferente, mas no País mais abençoado que tive a grande sorte de conhecer até hoje.
Portanto, eu devo estar a fazer alguma coisa bem porque uma surpresa destas não calha a todos!  Obrigada, Steve Gouveia! És mesmo o MAIOR! 💓💓💓💓
Bom, queria dizer-vos que foi uma viagem fabulosa, como devem imaginar! Só chegar às Maldivas é logo uma experiência surreal. Quando o avião começa a aterragem e começamos a ver aquele mar cheio de ilhas, um mar com uma cor que não é possível descrever, só vendo mesmo, é logo assim uma coisa do outro mundo. Depois e até chegarmos à ilha na qual iremos ficar hospedados é sempre um crescendo de ansiedade e excitação e antecipação.
Já sendo a nossa segunda visita às Maldivas, já sabíamos mais ou menos o que nos esperava. Lembro-me que a primeira vez que visitámos as Maldivas, eu nem queria acreditar na cor daquele mar, mesmo em Male, que sendo a Capital não se aproxima nada da beleza das ilhas mais afastadas.
Desta vez foi a alegria de voltar, a alegria de poder viver tudo de novo, de poder reviver uma experiência que guardei durante 15 anos como uma das mais bonitas e inesquecíveis.
Uma hora de speedboad depois, chegámos à nossa ilha. Um sol radioso, muito calor mas com uma brisa tão, mas tão agradável que até parecia mentira. Nas minhas mil e uma incursões pelos sites de meteorologia nas semanas anteriores à nossa ida para as Maldivas, estava muito preocupada porque o tempo estava… não muito bom, digamos assim, porque nas Maldivas não há mau tempo. Há tempo menos bom, vá. Tendo a noção de que esta não era a altura melhor para visitar as Maldivas, dado tratar-se da época das chuvas em que a probabilidade de chover é mais alta, (mas, convenhamos, nas Maldivas até a chuva é boa), nós tivemos uma sorte do caraças! A semana que antecedeu a nossa chegada às Maldivas choveu quase toda a semana. Na nossa semana, tivemos 5 minutos de chuva intensa, que deu lugar a um sol ra-di-o-so, como se nem sequer tivesse caído uma gota de água.
Esteve sempre calor (30, 31 graus) e uma brisa maravilhosa que fazia com que estivesse a melhor temperatura do mundo! A sério, uma coisa celestial!
A Ilha era linda! 3 Kms de um pedaço de paraíso na terra. Todo o hotel era muito, muito bonito. A envolvente muito bem cuidada, duas piscinas lindas, 3 bares, dois restaurantes, a recepção e uma série de outros equipamentos e serviços, tudo muito bonito e bem cuidado. Uma curiosidade: o chão, do restaurante, da recepção e dos bares era areia. Aquela areia fininha e branca magnífica que dá vontade de ter lá os pezinhos sempre! Achámos um pormenor delicioso.
Os quartos são fabulosos. Nós reservámos um Beach Bungalow, tal como o fizemos, na nossa lua-de-mel. Porque não um water bungalow, perguntam vocês? E eu digo-vos que não trocaria o beach bungalow por nada! Uma casinha, mesmo dentro da praia, com um alpendre lindo com duas cadeiras e duas espreguiçadeiras, a areia e o mar mesmo ali, palmeiras, coqueiros, sombra, sol, é tudo mesmo o que podemos desejar.
Ainda para mais, quando chegámos, para além de nos terem oferecido um cruzeiro no magnífico veleiro KAMANA, ainda nos fizeram um upgrade para uma Beach Jacuzzi Villa que nos deixou completamente deslumbrados. Esta foi “A” história” da nossa viagem. Deixem-me contar-vos.
Quando fizemos o check-in, a simpática menina que nos atendeu perguntou-nos se não queríamos fazer um cruzeiro no Veleiro Kamana, que consistia numa viagem de veleiro, com visitas a duas ilhas e duas experiências de snorkeling. Jantar na 1ª noite na ilha e dormida no veleiro, que ficaria ao largo da ilha. Tudo isto, oferta do Hotel pela celebração do nosso 15º aniversário de casamento! Refeições e bebidas estariam incluídas, assim como o equipamento de snorkeling. Ou seja, TUDO estava incluído. Para além disto, ainda nos fizeram o tal upgrade do quarto e passram-nos de All Board para All Inclusive, que para quem não está a par das terminologias, dá direito a tudo o que já tínhamos MAIS a hipótese de aviarmos tostas mistas e Coco Locos e Pina Coladas e tudo o que era bebida, à beira da piscina, e na praia, sempre que quiséssemos. Assim grosso modo, é isto. Uma maçada, portanto. 
E perguntam vocês: então, eles oferecem-vos um cruzeiro e se vocês aceitassem ir no cruzeiro ainda vos faziam mais dois upgrades? Pois pensam vocês e pensámos nós também! E olhem que eu confesso que embarquei no KAMANA a cantar aquela música: “Adeus Mãezinha, vou deixaaaaaaar-te”, naquela, de: “Bom, das duas uma ou isto é para tráfico de órgãos e amanhã acordo sem um rim e sem a próstata, ou então tivemos mesmo uma sorte do caraças e isto vai ser muita giro”. E a segunda hipótese foi a vencedora, ou seja, tivemos mesmo uma sorte do KAMANA! E ainda tenho a próstata!
Fizemos o cruzeiro, que nos levou numa viagem fantástica de quase 3 horas até uma pequena ilha deserta, propriedade do dono do hotel onde estávamos hospedados (que deve ser um desgraçado, coitado), almoçámos a bordo e desembarcámos na ilha, pouco depois das 3 da tarde. A equipa que nos levou foi de uma dedicação, simpatia e gentileza quase comovente . Sempre disponíveis, bem dispostos e atentos a tudo o que pudéssemos necessitar. 
Fizemos snorkeling nesta pequena ilha, e depois aproveitámos o sol e o mar que aquele pequeno paraíso no meio do Índico nos oferecia assim tão graciosamente. É, de facto, um País muito, muito abençoado por Deus.
Voltámos ao Veleiro, ao final do dia para banhos e muda de roupa, e deram-nos uma linha com um isco para pescarmos uns peixes para o jantar. A verdade é que nas Maldivas (e esta já tinha sido uma experiência que tínhamos tido quando lá estivemos em lua de Mel) pesca-se quase á mão, de tanto peixe que há. Desta vez, nem eu nem o Homem pescámos nada, mas lembro-me que em 2002, eu pesquei 3 peixes, entre eles uma barracuda! (estou a falar a sério) Mas o casal Libanês e o casal Português que foi connosco nesta aventura, apanharam dois grandes peixes!
Entretanto, parte da tripulação do KAMANA foi para a ilha e pediu-nos que esperássemos no barco enquanto preparavam a ilha para o nosso jantar.
Quando chegou a hora de jantar, lá fomos nós, os 7 casais que embarcaram nesta aventura, num barquinho (dinguy) até à ilha, sob um céu estrelado, como eu não me lembro de ver há muitos, muitos anos. Uma coisa maravilhosa!
Quando desembarcámos na ilha, a surpresa foi total! De repente, à nossa frente incendiou-se um coração gigante na areia e mais à frente estavam postas 7 meses lindas e românticas para os sete casais jantarem. Ficámos todos sem palavras com a dedicação e o carinho que puseram naquela organização e o jantar estava absolutamente delicioso – um buffet com camarão grelhado, carnes variadas e os peixes que pescámos. Sobremesas e bebidas à descrição, completaram o menu daquela noite inesquecível. 
Foi, talvez, das coisas mais românticas que eu e o Homem fizemos até hoje e foi LINDO!!!!
Dormimos a bordo do KAMANA, num quartinho mínimo mas muito lindo e no dia seguinte zarpámos para uma nova ilha, onde nos prometeram que, para além dos lindos peixinhos que já tínhamos visto na primeira excursão de snorkeling, veríamos tartarugas, tubarões e lagostas ☺ E assim foi, assim que metemos a cabeça debaixo de água, é um espectáculo de cor, vida, e surpresa! Conseguimos filmar uma tartaruga de muito pertinho, depois coloco aqui o vídeo, e os peixinhos são maravilhosos, super coloridos e enormes. Aqueles peixes do filme Nemo estão lá todos e em tamanhos XXL. Vimos também  um tubarão e manta rays. Não vimos lagostas, infelizmente. Mas ainda bem, porque senão eu ia ter que trazer algumas, meus amigos. Não se vê assim umas lagostinhas ali a dar sopa e deixamo-las lá ficar, né? Foi melhor assim! Não confiem na Cristininha no que diz respeito a lagostas!

E pronto, regressados à ilha, depois de dois dias maravilhosos, num veleiro supimpa em que até um Chef tínhamos só para nos confecionar as refeições (e olhem que tomar o pequeno almoço a bordo, com o sol a nascer e aquele mar maravilhoso como cenário, é assim qualquer coisa) o resto dos dias foi passado a usufruir da beleza da "nossa" ilha, do sol, do calor, do mar, que é quente como vocês não poderão imaginar, daquele céu e das pessoas muito, mas muito simpáticas que encontrámos lá.
O restaurante do Hotel era maravilhoso e a comida uma mistura de cozinha ocidental e indiana. Muitíssimo variado e delicioso. Tudo realmente delicioso!
O nosso novo quarto era assim uma coisa do outro mundo.Tivemos a grade sorte de ficar num quarto numa parte da ilha em que podíamos assistir ao pôr do sol e só vos digo... é... LINDO!
Os WC, são parcialmente ao ar livre! O duche é cá fora e o jacuzzi também, e só vos digo, tomar um belo duche sob o céu estrelado e sob as palmeiras é uma experiência que nunca vamos esquecer!
Já o jacuzzi, bom, tendo um mar maravilhoso daqueles lá fora, quem é que quer saber de jacuzzi, mas acreditem, é tão, mas tão bom!  Foi realmente um sonho. Valeu bem a pena termos atravessado um quarto do mundo para repetir a experiência Maldivas.
Gostava muito, se entretanto não dermos cabo do nosso Planeta, de voltar. Nunca nos fartamos de lá ir, e estou certa que cada vez que lá formos será sempre uma experiência diferente. As Maldivas são sempre surpreendentes!

Nota: Obrigada Steve! Sabes que não há nada que me faça mais feliz (com excepção das nossas filhas e vá… do brownie da Capricciosa) do que praia. E tu levaste-me para a definição de praia, segundo o meu dicionário. I Love You 💖💓💘

Seguem as fotos, que ilustram tudo isto que vos contei. São muitas, si preparem!!! 

Atenção, podem conter alguma semi nudez mas vocês aguentam! 






O chão de areia




As marcas que os caranguejos e os eremitas deixam na areia












KAMANA

Para quem quer casar de novo!











O quartinho no Veleiro Kamana




































Fairplay é preciso, pronto...vá lá... ok... 

#asonharcomomeuBenficaPentaCampeao