agosto 04, 2017

1972

Esta semana, a propósito de um artigo que anda aí a circular pelas redes sociais, sobre uma hipotética carta de uns pais para uns avós, fiz uma viagem mental à minha infância.
Realmente os putos que nasceram nos anos 70, como é o meu caso, não sei como é que chegaram vivos aos dias de hoje. Eu acho que nem fui das piores, em conversas que tenho tido com amigos, às vezes ouço cada história que até me arrepio. Mas arrepio-me porque vivo nos dias de hoje, porque quando eu própria vivia essas histórias ou presenciava essas histórias, numa base diária, as coisas passavam-me mesmo ao lado e a tendência era para pensar que “olha, acontece, podia ter sido muito pior”.
Hoje em dia e com duas filhas a quem eu proíbo de fazer quase TUDO o que represente sequer uma ameaça de perigo, sinto-me uma mariquinhas que tem medo de tudo e que na realidade nem acha piada nenhuma a coisa nenhuma, porque tudo pode ser potencialmente perigoso, ter uma ameaça escondida, etc, etc, etc.
Quando era miúda, lembro-me de ter crescido um bocadinho às três pancadas. “Crescer ao pontapé” era um bocado característico nos anos 70/80 mas a verdade é que os que por cá continuam têm recordações do caraças. As minhas recordações são boas e más. Dentro das boas estão os dias que, sozinha em casa com as minhas duas irmãs, (sim, nós ficávamos sozinhas desde muito pequenas e quando digo muito pequenas era MUITO pequenas), se ouvia na rua a buzina do Sr. Luís que chegava à Rua M na sua mota de gelados e apertava a buzina para chamar os miúdos todos para um gelado. 2,50, 5 escudos, 10 escudos e 25 escudos eram os preços daquela iguaria pela qual esperávamos ansiosamente. O Sr. Luís parava a sua mota no cima da rua e lembro-me como se fosse hoje de “scanear” a casa toda à procura de moedas para, pelo menos comprar um geladinho de dois e quinhentos.
Também me lembro com muita saudade das brincadeiras que fazíamos na rua. A Rua M era uma rua sem saída onde o perigo de atropelamento era, digamos… zero! Brincava-se à macaca, ao dentro e fora, ao elástico, à bola, aos países, às Donas de Casa, à apanhada, às escondida, ao bate o pé, ao cavalinho perfeito, andávamos de bicicleta. Lembro-me que saía de casa cedo e era capaz de andar um dia inteiro de uma ponta à outra da rua, cima e baixo, cima e baixo, cima e baixo, na minha bicicleta “Simca” que já tinha sido da minha irmã mais velha e que passou para mim e que já era mesmo muito velhinha e antiquada mas que servia o propósito, que era andar cima e baixo, cima e baixo, cima e baixo. Foi nesta bicicleta que dei o maior espalhanço da minha vida, que me custou parte dos dois dentes da frente e a pele toda do buço!
Dia memorável esse, com a minha vizinha Anabela a descer as escadas para ir procurar o resto dos dentes. :-)
O primeiro desafio foi logo a Maria Teresa tentar arrancar-me a mão da boca, para ver a extensão do estrago. E quem é que dizia que eu descolava a mão da frente da boca? Já não me lembro como é que ela conseguiu mas aquela primeira visão do que parecia um acidente grave de mota, eu nunca mais me vou esquecer. Não há fotos para documentar, com muita pena minha. Mas também, naquele tempo, não havia Facebook, logo ninguém tirava fotos às desgraças!
Esse dia valeu-me uma ida à Cruz vermelha para fazer um penso branco enorme na bigodeira e valeu-me também a vergonha da minha vida quando ao regressar à Rua, ter a tribo toda à espera e um deles dizer: “Epá!! Esse espalhanço foi mesmo mau, ficaste mais velha! Até já vens com bigode branco!!!” AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH! Gargalhadas, gargalhadas, gargalhadas.
Eu é que não achei piada nenhuma. Passei as semanas seguintes a ver-me ao espelho do pchiché do quarto dos meus pais, a tapar o arco que os meus dentes formavam com o lábio inferior (conseguem visualizar?), na tentativa de ver como ficaria depois de arranjar os dentes. Uma coisa era certa, havia a real hipótese de ficarem microdentes.
Mas pronto, há mais recordações boas. Há os dias em que eu e a minha querida amiga de infância pegávamos num Tupperware, que by the way, era “A” marca daquela época, e íamos para “os montes” apanhar amoras. E apanhávamos aos kilos e kilos! A nossa alegria quando encontrávamos uma ramada com aquelas bem grandes e pretas, normalmente estavam quase sempre nos sítios mais inacessíveis e apanhá-las significava muitas picadas. Mas eram vitórias!! E depois comíamos aquilo com a satisfação dos heróis de guerra! Grandes barrigadas de amoras que apanhávamos.
“Os Montes” eram na realidade, uns terrenos do outro lado da rua onde havia hortas dos moradores dos prédios das ruas ali à volta. Mais para cima, havia uma espécie de “montinhos” com eucaliptos para onde íamos fazer picnics. E todos nós, a criançada da Rua M e afins atravessávamos diariamente a estrada que separava a nossa rua dos “montes” . Acham que algum dia algum miúdo ficou debaixo de um carro? Não! E como não? Não sei!
Ah e não havia cá passadeiras! Isso era uma modernice que só muito mais tarde surgiu por aquelas bandas.

Comíamos azedas e caíamos e esfolávamos os joelhos todos ao ponto de andarmos dias e dias com os joelhos em sangue, depois formava crosta e arrancávamos a crosta com as mãos todas sujas, e escorregávamos pelos corrimões até ao R/C, descíamos as escadas de dois em dois e de três em três degraus e nunca ninguém caíu ou partiu uma perna. Nos Santos Populares fazíamos uma fogueira enorme, saltávamos por cima dela e mandávamos latas de desodorizante para as latas explodirem! Sujeitos, claro a levarmos com uma lata que saísse disparada, no lombo… nunca aconteceu.
E eu, com 9, 10 aninhos a mandar grandes golos na garrafa de vinho do porto do Sô Rafael, também é uma coisa muito jeitosa. Claro que isso explica muita coisa, este meu desequilíbrio da caixa dos parafusos não vem do nada, não é?
E é isto, meus amigos. A minha geração (uns mais que outros, claro) foi criada ao pontapé, sem mariquices, sem METADE dos cuidados que, por exemplo, hoje tenho com as minhas filhas. As minhas miúdas nunca me pediram para “ir para a rua” e eu nunca tive que gritar por elas à janela, às tantas da noite para virem para casa, como fazia a minha Mãe, quando às 11 da noite eu ainda andava na galderice: “CRISTINA MARIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!”
E lá vinha eu e o resto da tribo a correr porque se não nos despachássemos, chegávamos a casa e ainda levávamos na corneta que era para aprender. 

julho 03, 2017

As minhas filhas patinadoras III


Volto ao vosso caloroso contacto para vos dar notícias frescas sobre quem? Sobre as minhas filhas patinadoras!
Ora bem, voltámos aos ringues, voltei aos nervos! Desta vez foi a minha pequenita Sofia que participou num Torneio. Vou explicar-vos (para quem não está dentro destas coisas da patinagem artística): existem dois (que eu conheça) tipos de prova:
- As provas em que o objectivo é os patinadores irem passando de nível, à medida que vão avançando na técnica e à medida que vão conseguindo fazer os diversos movimentos. Normalmente “actuam” perante 3 juízes, que no final as passam ou reprovam, mediante a apresentação de cartões vermelhos ou verdes. Normalmente o esquema e a música  são sempre os mesmos, de acordo com o nível, para as meninas que vão representar o seu clube e o fato que levam é o fato oficial do Clube/Associação. A este tipo de prova já fomos duas vezes. A Luisinha está neste momento no nível 4 e a Sofia no nível 2. Não sei quantos níveis há porque a minha cabeça não dá para tudo e eu, como bem sabem, sou doente dos nervos e não quero saber, caso haja para aí 794 níveis e eu tenha que passar por estas coisas muitas vezes e comece a ver a minha vidinha a andar para trás.
- Os Torneios. Nos torneios, as meninas estão divididas por categorias, mediante a sua idade (Bambis, Benjamins, Infantis, Juvenis, etc), escolhem uma música e um fato a condizer e apresentam-se com um esquema, que se pretende interessante e desafiante o suficiente para que consigam sacar uma medalha. A pontuação aqui é dada à profissional, com nota técnica e nota artística. No final, quem tiver as 3 melhores pontuações, ganha uma medalha no seu escalão.
Ora, lá foi a Família toda, um dia INTEIRO para um Pavilhão, com 642 graus lá dentro, assistir ao torneio da pequena Sofia. Nestas coisas, pelo que já foi dado a perceber, há sempre muita, muita miúda a competir. Não são 10 ou 20, são às 50 ou às 100 e nós, que vamos lá, no fundo, para ver a nossa miúda patinar, temos que aguentar e esperar que chegue o seu/nosso momento. É certo que eu AMO ver as miúdas a patinar e os vestidos e os penteados e todo aquele glamour da patinagem, mas… um dia inteiro, é assim um bocado puxadote. De qualquer forma, quero que saibam, que não fosse eu ter uma vida (que tenho) e era menina para me dedicarem exclusivo a esta coisa da patinagem. Só que eliminava uma cena: as provas.
Eliminava a cena dos juízes, das avaliações, das pontuações, da competição. Pra mim, era fazer vestidos e penteados lindos, tudo com muito brilho, muita pluma, muito strass e vê-las deslizar maravilhosas pelos ringues desta vida. Tudo o resto, os nervos, a competição, o choro se algo não corre bem, as desilusões, etc, ficava de fora. Aliás, isso era uma máxima que eu gostava muito de aplicar á vida. Infelizmente, nem nos ringues, nem na vida, as coisas funcionam desta maneira, o que é uma pena.
Olha, já que aqui estão, e estão a ler isto mesmo, faço aqui um “piqueno” aparte: há dias li um artigo que contava a história de um ex-milionário que decidiu de um dia para o outro, ir viver para uma ilha deserta na Austrália. David Glasheen, que era o Chairman de uma grande empresa na Austrália, na chamada Black Monday, em 1987, perdeu cerca de 8 milhões de Libras da sua fortuna e mudou-se para uma ilha deserta, na altura acompanhado da sua namorada. A namorada não aguentou aquilo e pirou-se passado pouco tempo. O homem vive lá há 20 anos! Sozinho, só acompanhado de um cão. Vive numa cabana feita por ele e viaja uma vez por ano para Sidney, para comprar mantimentos. E é feliz! Lá não há torneios, não há campeonatos, não há terrorismo, políticos, incêndios até pode haver mas é só uma questão de fugir para o mar, e não há competição, nem pessoas mal amadas e invejosas. E eu penso: “olha, eu era feliz a viver assim. Vou-me pirar para uma ilha deserta e é já hoje”.
Bom, fechado este aparte, tenho que vos dizer que a miúda se saiu muitíssimo bem, patinou que foi um consolo, elegante, graciosa, e muito concentrada. Claro que a professora não ficou satisfeita, porque a Professora NUNCA fica satisfeita, é uma cena que ela tem e que os seus 71 anos lhe permitem, digamos assim. No entanto, aos nossos olhos, a nossa menina patinou melhor que a Medvedeva e estava LINDA no seu fatinho azul, com flores, fazendo jus ao título da música que dançou “Une Petite Fleur”. Penso que já disse isto aqui mas nem um ano faz que as nossas meninas começaram a patinar. Fará em Setembro um ano desde o dia em que fomos assistir ao 1º treino e elas mal se equilibravam em cima dos patins emprestados pela escola. Evoluíram IMENSO! Gostam daquilo, são esforçadas e elegantes e não estamos a falar de um desporto fácil. Andar em cima de 4 rodas, fazer saltos, piões e cenas, é do caraças!
Eu lá estava na bancada, a sofrer que nem uma condenada mas a rebentar de orgulho daquela miúda. Também estava um pouco orgulhosa de mim porque o fatinho que ela usou saiu destas mãozinhas cansadas. Olha, já que não patino, ao menos que faça alguma coisa!! Daqui a umas semanas vamos de férias, do trabalho, da escola e da patinagem. O cansaço é muito, foi um ano exigente. Elas patinam e nós estamos lá em todos os treinos – todos! Faça chuva ou faça sol, sendo que o ringue é apenas semi coberto, já podem imaginar estes dois maduros, um ano inteiro expostos aos elementos, não podem? 
Bom, regressaremos em Setembro e tenho a certeza que as miúdas virão cheias de saudades e vá… nós também.


Ficam as fotos e o vídeo da nossa “Petite Fleur” 💖
(desta vez também temos fotos, porque havia lá um "profissional da fotografia" a cobrir todo um evento 😀 A coisa tá a ficar para lá de profissional. Medo!)
































maio 08, 2017

As minhas filhas patinadoras II

Como sabem, desde Setembro do ano passado que sou a D. Dolores da patinagem. As minhas ricas filhas, decidiram que não podiam viver nem mais um dia sem ir para uma escola de patinagem e há quase um ano que ando nestas lides dos treinos, provas, ensaios e coiso e tal. Eu e o meu homem, claro, porque isto lá em casa é tudo feito em matilha, que é para ser mais divertido.
Vamos lá a ver, eu com os treinos e os ensaios e as nódoas negras e os hematomas, já lido MAIS OU MENOS bem… agora há uma cena que eu ainda não consigo superar – as provas. Note-se, ainda só fomos a duas mas a mim já me parecem duzentas, tal o camadão de nervos que apanho nestas coisas.
No Sábado passado fomos para a Lourinhã (não podiam fazer uma coisa mais pertinho, não?) e desta vez foi só a mais velha que foi prestar provas. Menos mal, sempre é menos uma camada de nervos que apanho mas ainda assim, meus amigos… aquilo não é para mim! Epá, aquilo não é para mim, se for para passar por aquela aflição sempre que as miúdas forem prestar provas então eu prefiro que elas se dediquem à pesca do safio, que isto da patinagem é uma coisa já muito à frente.
Eu quando inscrevi as miúdas foi para elas andarem ali à volta do ringue a dar voltas e, vá, no máximo a fazer uns piõezitos, uma volta de três, tipo, patinar, estão a ver? Gastar ali umas energias, eu fazia uns vestidinhos todos pipis para elas pensarem que são a Evgenia Medvedeva e tal e a coisa ficava por ali. Só que não! Quando dou por mim já metia exames médicos, federação portuguesa de patinagem, e provas oficiais com júris à mistura… e eu com vontade de falecer.
Epá, tirem-me desta feira, se faz favor, parem o carrossel que eu quero sair da chávena que isto anda muito rápido e não tarda nada vai tudo fora!
E depois as mães que já andam nestas andanças há mais tempo, dizem que a tendência é sempre para piorar!! Para piorar???? Mas piorar como? Tipo, dar-me uma coisinha má a meio da prova e desatar a correr pelo recinto, toda nua com um cutelo na mão, enquanto grito “TOE – LOOP!! SALCHOW!! LUTZ!!! RITTBERGER!!!!” é isso que me está reservado? Epá, não sei se tou nessa...
Mas pronto, a miúda, no Sábado lá passou mais um nível, SUPER nervosa, que eu bem via lá de cima da bancada, e eu, pronto, ia-me ficando ali esticada. Desta vez tinha a mais pequenita a assistir à prova da mana e estava tão nervosa que a escassos minutos da mana entrar no ringue para a sua prestação, pediu para ir fazer xixi, enervada que estava! (sai à Mãezinha, benza-a Deus) Já o Pai, que é sempre aquela coluna jónica que já vem do tempo do Império Romano, também estava super enervado. Aliás, as filmagens ficam sempre a cargo do homem e a qualidade artística das mesmas diz muito não só do seu talento para a coisa como da camada de nervos que para ali vai e que ele tenta disfarçar, mas depois ouve-se: "ai, ai, aguenta coração!" - És um falso calmo Steve Gouveia!
Para terminar só queria dizer-vos que a minha miúda esteve MUITÍSSIMO BEM, que mais uma vez foi uma valente e apesar de muito nervosa conseguiu fazer tudo com a elegância que lhe é característica e superou mais esta prova com 3 cartões verdes!. Fez o seu esquema ao som da música “Bare Necessities”, do filme "The Jungle Book", que podem ouvir AQUI Ouçam que a música é bem catita.
Às vezes até me esqueço que nem um ano faz desde que elas entraram para esta aventura e fazer o que elas já fazem, é realmente incrível. O “carrinho” que ela faz no esquema (ver em baixo) para a frente e para trás, parece fácil e tal mas requer uma força incrível e também muito equilíbrio. Os saltinhos que ela dá no fim… bem, imaginem o que é fazer aquilo em cima de 4 rodas! Mas enfim, o bom das crianças é que para eles é tudo fácil.

Já ser velho é que não tem piada nenhuma! 

Aqui fica o vídeo da actuação da minha Princesa da Patinagem.


março 31, 2017

Desejo de sexta feira

Se quando for velhinha (se lá chegar, claro) não estiver a viver num sítio destes, ou parecido, para receber as filhas, os genros e os netos, então é porque alguma coisa correu muito mal.




março 16, 2017

Urgência

Esta semana, derivado de, não uma, mas duas maleitas que me andam a apoquentar (ou por outras palavras, PDI) tive que ir às urgências; e aconteceu o quê? Aconteceu um filme, foi isso que aconteceu. 
Ora bem, ir às Urgências é logo meio caminho andado para não ser uma cena, vá… fixe, digamos assim, mas a coisa até pode nem ser assim tão má, depende um pouco da Instituição , digo eu que não percebo nada de horta. Mas adiante. 
Só para vos dizer, meus amigos, que estive lá não duas, nem três, mas 4 horas! QUATRO HORAS! E porquê?
Por isto:

9:30 – Apresento-me nas Urgência do Hospital, faço a minha admissão e passado 10 minutos sou chamada à triagem. Ok, bom ritmo, o hospital apresentava poucas pessoas para a urgência, a coisa prometia. Queixo-me de dores fortes de estômago e de uma dor no peito que já se arrasta há bem mais de um mês. Sim, eu sei, são duas queixas diferentes mas já que lá ia, mais valia queixar.me das duas coisas, embora já tivesse feito um Raio X para despistar as causas da dor no peito mas sei lá, podia haver algo mais a fazer, porque o que é certo é que a dor me incomoda e muito e eu não nasci para sofrer.
O enfermeiro mede-me a temperatura, mete-me uma cena no dedo para verificar a respiração, por causa da dor no peito e está tudo bem – nem febre, nem dificuldades de respiração. Toma lá uma pulseira verde! 
Ora bem, a pulseira verde é o equivalente ao irmão do meio – NO ONE CARES!!!
Assim que vejo o homem sacar da pulseira verde pensei logo: “uuuuiiiii, parece-me que há aqui uma grande probabilidade de eu festejar aqui o meu 100º aniversário…” mas como estava pouca gente, achei que podia não ser assim tão mau.
Enganei-me claro! Passei para a sala de espera intermédia e ali fiquei à espera que me chamassem para a consulta. Esperei, esperei, esperei, esperei e esperei. Entrou o marreco, entrou o coxo, entrou o anão, entrou o caixote do lixo e a Cristininha entrar, tá quieto. Às tantas, e depois de ver todos os da pulseira amarela entrarem à minha frente, às 10:45, vejo o meu número aparecer no visor. Lá descolo o rabo da cadeira e vou para o Gabinete 6. Ao entrar o médico olha para mim e diz-me. “Já nos conhecemos?” e eu, que nunca tinha visto o homem na minha vida, juro que tive a tentação de lhe responder que sim, CLARO, ou chamá-lo de tio, ou algo assim, qualquer coisa que me garantisse que me iam despachar mais rápido apesar da minha desgraçada pulseira verde. Mas como possuo princípios, disse-lhe que não, com um sorriso amarelo.
Lá me queixei das minhas maleitas, ele fez lá o papel dele, muito simpático, devo dizer, e mandou-me fazer análises e mais um Raio X ao tórax.
Voltei à sala de espera e, lá está, esperei.
Esperei e esperei e esperei e esperei. Eu e a minha pulseira verde.
12:00 – Sou chamada à sala de tratamentos para fazer análises. Sento-me numa poltrona e ouço uma enfermeira, que tinha aspecto de quem já mandava ali no pedaço, dizer para uma outra enfermeira. “prepara-te que vais tirar sangue a esta menina”.
Eu afundada na poltrona, levanto os olhos e vejo uma enfermeira de ar assustado mas a sorrir (são as piores) a dirigir-se a mim.
Nisto, a enfermeira chefe diz-lhe: “Senta-te para ficares mais confortável”. E eu que já adoro tirar sangue, é uma coisa que, quando não tenho nada que fazer, gosto que me façam, pensei: “Pronto, f#$%& para mim! Vão pôr a miúda que acabou o curso de enfermagem há 5 minutos a tirar-me sangue e a colocar o cateter que é outra coisa pela qual eu tenho particular estima: tirarem o sangue e deixarem lá o cateter, é realmente muito agradável”.
Levanto a manguinha para deixar a minha rica veia à mercê da rookie lá do sítio, que se põe a apalpar-me a veia. Nisto a "chefa" diz-lhe “escusas de apalpar a veia, estás com sorte isso é quase uma canalização.” PIMBA!  Cristina Rafael a facilitar a vida às enfermeiras bebé, desde 1972.
Depois é história. Não correu muito mal, pese embora a miúda estivesse visivelmente nervosa, (juro que vi pingos de suor a escorrerem pela testa) e as mãos a tremer. Não espetou muito bem a agulha e o sangue começou a sair para o sítio errado, o que fez parecer que tinha acontecido ali todo um acidente de mota. Mas não doeu, a pequena foi super cuidadosa e quando ganhar experiência vai ser uma enfermeira top, tenho a certeza! Não vai é ter a sorte de apanhar sempre estas veias sensuais desta menina, mas pronto, não se pode ter tudo.
Feita a colheita de sangue, passei para onde? Para a Disneylandia, não, mentira, para a sala de espera.
Sentei-me na cadeira em frente ao visor das senhas para ver se chegava a minha vez mais depressa (e também porque possuo miopia), quando entra na sala mais uma pulseira amarela acompanhada do filho. Sentam-se nas cadeiras atrás de mim e o que é que sucede? Invadem a minha bolha! Ou seja, eu estou sentada, direita, porque, vamos lá a ver, há que haver alguma compostura, e estas pessoas sentam-se e encostam-se a mim! Ou seja, ocupam o seu espaço e o MEU espaço! E acham que está tudo bem, tá fixe assim! Sujeita, inclusive a apanhar piolhos, mas tá tuuuudo bem!  Resultado, tenho que me “desencostar” porque suas excelências acham que a sua cadeira não é suficiente e que as minhas costas são bem melhores que o encosto da sua cadeira! 
Nesta altura eu já estou a deitar fumo por todos os orifícios que tenho no corpo, (sim, por esse também) e levanto-me disposta a ir correr para os corredores do Hospital, toda nua com um cutelo na mão que nem uma louca assassina. Sou salva pelo gongo, por uma enfermeira espanhola que chama pelo meu nome, na versão castelhana da coisa, para ir para o raio x.
Entro na sala do Raio X e a Técnica manda-me entrar na salinha 2, despir da cintura para cima e vestir a bata. Dirijo-me à sala dois, abro a porta e quase mato o idoso que lá estava a acabar de se vestir do coração. A Técnica, atrapalhada, pede desculpa ao idoso, pede desculpa a mim e manda-me para a sala 3. E eu, tudo bem, já nada me pode afectar, a mim ou à minha pulseira verde.
Faço o raio x e dirijo-me para a minha segunda casa, a sala de espera, sento o fofo numa cadeira encostada à parede, porém, longe do visor das senhas.
13:20: Sou FINALMENTE chamada à Sala 6 para receber o diagnóstico. Está tudo bem, com excepção de uma gastrite e uma fissura na costela (a versão mariquinhas da costela partida). Para além disto, contraí também nestas 4 horas de espera o vírus da pulseira verde, que provoca nervos e estado de irritabilidade acentuados. Pode também dar para sair do Hospital com o cateter enfiado na veia e só voltar atrás quando já arrotámos 90 biscas, no check out e estamos a estacionar a viatura na garagem da empresa, de onde estivemos ausentes A MANHÃ INTEIRA.


E depois disto tudo, estou aqui a escrever-vos este relato, quando recebo este email:






Estimado(a) Cliente Sr(a) CRISTINA RAFAEL,
A sua opinião é importante para nós!
Ambicionamos prestar-lhe um serviço de excelência, por isso pedimos 30 segundos do seu tempo para avaliar a sua experiência na Rede Médis, relativamente à consulta realizada dia 14-03-2017, no prestador HOSPITAL XXX XXXXXXXX.
Aceda por favor ao questionário de satisfação carregando aqui.

Obrigado por nos ajudar a melhorar o nosso serviço.
Médis, faz bem à Saúde!


Olha, só se for à vossa!!!!

março 01, 2017

As minhas filhas patinadoras I

Em toda a minha vida, houve duas alturas em que pensei que ia desta para melhor. A primeira foi há uns anos, ainda no meu tempo de Faculdade e a segunda foi no passado fim de semana. 
Certo dia uma colega deu-me boleia da Faculdade e deixou-me ao pé da estação da CP.
Para apanhar o autocarro até casa eu precisava de atravessar a estação, e por conseguinte, atravessar a linha de comboio. Não havia passagem subterrânea como há hoje em quase todas as estações. Eu já sou do tempo da outra senhora e no “meu tempo” não havia cá dessas modernices; era atravessar pela linha ou ir dar a volta pelas Ilhas Britânicas. Bom, estava eu a dizer, que tinha de atravessar a linha, mas como sou moça que desde tenra idade vive um pouco ligada à nave, que se encontra estacionada no Planeta Namec, saí do carro da minha colega, subi para a estação, sempre afundada nos meus pensamentos, que agora não me lembro quais eram mas de certeza que passavam pela salvação do Planeta, ou pela erradicação da fome na Etiópia, e caminhei até à estação, neste estado meio adormecido.
Lembro-me de ter sido "acordada" por um grito ao longe (que afinal até foi bem perto de mim) e que me fez parar a marcha para ver do que se tratava. Ou seja, gaja que é gaja, tem que parar para ver quem é que está a gritar, por mais distraída que vá. E foi isto que me salvou a vida, meus amigos, porque nessa fracção de segundos, passou a alta velocidade, quase a arrancar-me o nariz, um comboio. Pois… eu ia de facto atravessar a linha de comboio sem olhar e, se não fosse um senhor a dar um berro que lhe saiu lá do fundo da alma, para eu parar, eu teria, portanto, lá está, ficado debaixo do comboio.
Mas a verdade é que ainda não tinha chegado a minha hora. Parei a escassos milímetros do comboio, dei um pulo para trás e fiquei ali meia hora a recuperar do susto, feliz só pelo simples facto de continuar viva.
No Domingo passado, acho que estive tão ou mais perto de me finar como no dia do comboio.
Domingo foi o dia em que as minhas ricas filhas foram realizar os seus primeiros testes de patinagem. Para quem não está dentro da cena, eu explico: as miúdas andam desde setembro do ano passado na patinagem. Não, espera, correcção: as miúdas andam, desde setembro do ano passado na patinagem do Sport Lisboa e Benfica! Pronto, importa aqui ser preciso.  Assim sendo, e como já são inclusive atletas federadas pelo Benfica, periodicamente vão tendo que prestar provas daquilo que vão aprendendo. É uma espécie de mínimos para os Jogos Olímpicos, estão a ver? Elas têm aulas onde aprendem os vários elementos da patinagem, treinam coreografias com esses elementos obrigatórios e de tempos a tempos, vão apresentar-se perante um júri, em eventos onde estão também outros clubes com outras meninas e meninos, e têm que prestar provas para irem passando de nível, ate serem umas grandas atletas da patinagem mundial.
Foi portanto a primeira vez que as nossas filhotas (e nós pais) se viram nestas andanças, que, convenhamos, para miúdas de 7 e 11 anos é, no mínimo, assustador. E para miúdas de 45 ainda mais assustador é!
Eu, que como bem sabem, sempre sonhei ser Patinadora do Gelo, entrei em transe dois meses antes do evento. As variáveis assim o justificavam, senão vejam:

- As minhas filhas queridas
- Patinagem Artística
- Vestidas de Patinadoras
- A prestar provas diante de um júri  
- Pelo Benfica
E estão reunidas as condições para eu me ficar ali, esticada no recinto.
As provas realizaram-se no dia 26 de Fevereiro, e às 8 da manhã já tinhamos de lá estar. Eram 5:00 da manhã e eu já estava de pestana aberta, depois de uma noite inteira a olhar para o tecto a fazer as coreografias todas. 
Acordei as miúdas às 6:00 e toca de lhes fazer o penteado, maquilhá-las um pouquinho (um glitter fica sempre bem), vesti-las com aqueles magníficos vestidos de patinadoras cheios de brilhantes e finalmente vestir-lhes o fato de treino com o emblema d' O Glorioso! Também lhes dei o pequeno almoço mas isso agora não interessa nada.
Fotos, fotos, fotos, guardar para a posteridade e ala que se faz tarde. Quando começaram as provas, percebemos que por mais que nos preparemos para ver as nossas bebés prestar provas em frente a um juri, sabê-las nervosas, ver as pernitas a tremer quando chega a vez delas fazerem a sua coreografia, na realidade nunca estamos preparados. e eu, meus amigos, para além de não estar preparada, como é sabido, sou rapariga que sofre dos nervos e portanto ainda menos preparada estava. 
Para mais, as miúdas que estavam lá para prestar provas eram mais que as mães e primeiro que chegasse a vez das minhas, pareceu-me uma eternidade. Quando chegou a vez da primeira entrar eu já estava uma miséria, parecia que já tinha tido três ataques de esgana, apesar dos dois calmantes que já tinha enfiado no bucho.
A Luisinha prestou provas para 3 níveis e a Sofia para 2. Ambas passaram os seus níveis, com distinção, apesar de, no terceiro nível a Luisinha ter dado uma pequena queda e eu ter ficado sem batimento cardíaco para aí durante umas duas horas e meia. Claro que na  minha opinião totalmente imparcial, acho que o júri não tinha mesmo outra hipótese senão passar as minhas duas miúdas, porque, de facto, as pequenas foram (são) para cima de espectaculares. Mas isto, pronto, é a minha opinião, totalmente isenta!
O júri era constituído por três senhoras. A do meio, uma ruiva que parecia a Mérida, mas versão mázona de primeira, era a dona daquilo tudo. Quando as miúdas acabavam a sua coreografia, chamava-as e mandava-as repetir passos. Depois, no fim, trocavam as três umas impressões e, ou mostravam cartões verdes ou encarnados, consoante passassem ou não.
Tudo aquilo foi penoso para mim, para ser sincera; ver a petizada nervosa, não poder saltar para o ringue e abraçar as meninas e meninos que não passavam  (e os que passavam também), e acima de tudo não poder garantir logo à partida que as minhas miúdas iam passar e não iam ver as cartolinas encarnadas, foi muito duro. Já não tenho idade para estas emoções tão fortes, ainda por cima em dose dupla.
Quando a Luisinha fez o terceiro nível e eu ia finalmente poder sair do estado de apneia em que me encontrava desde as 5 da manhã daquele Domingo, vejo a minha pequenita entrar pelo ringue dentro para se abraçar à irmã que tinha acabado de passar mais um nível, numa prova difícil. Nessa altura, eu que já estava a ser reanimada com um desfibrilador para animais de grande porte, julguei que tinha chegado a minha hora. Foi a coisa mais linda que vi.
Comecei este texto por vos contar o dia em que quase faleci trucidada por um comboio. Pois bem, este foi o segundo dia em que mais perto estive de me passar para o outro lado e no dia seguinte sentia-me mesmo como se tivesse sido trucidada, não por um, mas por 5 comboios de mercadorias. Isto é tudo muito bonito até calhar ser os nossos filhos. A próxima vez que me ouvirem dizer que quero pôr as miúdas a fazer um desporto qualquer de competição, internem-me logo num manicómio, ok, porque mais cedo ou mais tarde é lá que eu vou parar mesmo, portanto adiantem-me logo o serviço. .

Ficam as fotos das minhas lindas meninas e os videos das suas exibições.














Nivel 1 - Luisinha



Nivel 1 - Sofia



Nivel 2 - Luisinha



Nivel 2 - Sofia 



Nivel 3 - Luisinha

fevereiro 20, 2017

Coisas que me E-NER-VAM!

A sério, filhos, há coisas que... opá, que me enervam tanto, mas tanto, tanto, tanto que, for da love ó Gód, vocês segurem-me!!!
Eu sei que já escrevi aqui outras vezes sobre coisas que me enervam. Geralmente é quando há coisas que me enervam, lá está. Há dias em que me encontro mais enervada, há outros dias em que me encontro menos enervada. Nos dias em que me encontro mais enervada, gosto de escrever aqui sobre isso, para ver se vos enervo também e para saber se são coisas que também vos enervam e assim formamos uma irmandade de enervados a que poderemos chamar... deixa ver... eeerrr... já sei, "Irmandade dos Enervados"!

Então vamos lá a uma "piquena" lista das...  COISAS QUE ME ENERVAMMMMMMMMMMM (Jingle)

NUMBER ONE: Pessoas que se separam (lamento mas a maioria são mulheres), normalmente não por sua vontade, diga-se, e que até não são muito de publicar cenas nas redes sociais e de repente viram bichas publicadeiras! Mas não são publicações de gatinhos fofinhos ou petições para acabar com a fome no mundo. Não! São publicações, normalmente com frases que não são dirigidas a NINGUÉM, CLARO, do género:
"Cheia de stamina, agora é que vai ser"
"O que não me mata, fortalece-me"
"Há quem precise de bengalas, eu ando sozinha" 

Tradução:

"Ai que não tou nada bem, tou aqui tou a ter uma sensitivo-psiquiatrice e só me apetece é chorar e comer chicelates"

Depois há também as que optam por colocar 76 fotos por dia. No ginásio, na praia, com a nova coloração de cabelo, a mostrar os abdominais recém nascidos depois de passarem 5 dias non stop no ginásio a encher forte e feio, em festas e brunches, etc, etc, etc. Normalmente, o destinatário destes posts está, como se convencionou dizer na gíria "a cagar de alto" para se ela está gostosa e sensual e a comer sushi com as amigas, ou se está na praia com um fio dental revelador, ou a tirar selfies em frente ao espelho a fazer bico de pato. Normalmente o destinatário já está para lá de Badajoz e quer é comer o maior número de malucas que lhe aparecer à frente. Se tiver pulso, o bofe come. E ele está fixe assim! Ok? Ele-está-fixe-assim!
E eu, pronto, que sou pessoa que sofre dos nervos, vejo isto e penso: porquê?? PORQUÊ???? QUANDO é que estas pessoas se convencem que mandar indirectas (e directas, já agora) nas redes sociais, não funciona??? Peço desculpa, se calhar, afinal funciona. Funciona não para obter o fim pretendido mas sim para o bofe perceber que a rapariguinha está mais do que ressabiada e que até pode andar mais dois anos a comer gajedo alheio, que quando se fartar a outra vai lá estar à espera. É essa a mensagem que passa, tá bem, meninas?
Prooooontooooo!

NUMBER TWO: Pessoas que acham que está tudo bem, estacionarem no meio da estrada, à porta das garagens, em segunda fila numa estrada de dois sentidos com carros estacionados de ambos os lados, e todo um naipe de alarvidades que possam imaginar, impedindo que os condutores das outras viaturas, que (pasme-se) querem efectivamente circular com o seu carro, por uma coisa que se chama "estrada" e que normalmente serve para os carros circularem, façam isso mesmo: circular. 
Ora bem, eu padeço de um grande mal, que é cumprir regras. Eeeeepáá, realmente, olha que há pessoas para tudo! 
E como pessoa que cumpre as regras e também (olhem só a doideira) como moça que não gosta de incomodar/prejudicar/lixar/dar trabalho às outras pessoas, muitas vezes, estaciono na terra do caraças, atrás de um calhau, porque no local onde quero parar, não há lugares disponíveis. No processo, muitas vezes, ando quase tanto como a distância de casa até ao local onde queria ir, mas, não estaciono NO MEIO DA FAIXA DE RODAGEM! 


NUMBER THREE: Outra das coisas que eu gosto imenso, são os donos dos cãezinhos que vão passear a sua mascote à rua e assistindo ao bonito espectáculo de verem o seu cão fazer a dita "poia", viram costas sem apanhar o presente que entretanto fica lá para alguém pisar. É realmente uma coisa bonita e, acima de tudo, civilizada. É daquelas coisas que uma pessoa se deve orgulhar. Eu até acho que essas pessoas, antes de falecerem devem pedir que coloquem no seu epitáfio: "Aqui jaz Manel Joaquim, que em vida sempre achou que merda de cão fosse biodegradável". E ao invés de coroas de flores, faziam-se belos arranjos de poias, que ficava uma campa que era um mimo.
A estas pessoas eu apreciava muito poder mandar a chamada "pantufada nos rins". Uma coisa assim bem dada, no momento em que viram costas à poia do seu cãozinho. Gostava, pronto, é daquelas coisas que se eu pensar o que gostaria mesmo, mesmo, mesmo muito de fazer, me viria à cabeça.










fevereiro 10, 2017

Sim! Eu adoro as 50 Sombras!

Ontem foi a ante estreia do segundo filme da saga “Fifty Shades of Grey”. E o que é que vos tenho a dizer sobre isto? Tenho-vos a dizer que sou FÃ! Sou fã, aliás, eu não sou fã, eu sou fanzaça, que é uma fã daquelas mesmo, mesmo fãs, tão a ver?
E não, não é um guilty pleasure, porque eu não me sinto minimamente guilty. Adoro, li os 3 livros de enfiada, vi o primeiro filme, mais do que uma vez, ok, mais do que 5 vezes, vá, e adorei. Sim, não é uma obra prima da 7ª arte, os actores não são espectaculares (excepto o Jamie, mas já lá vamos) mas ainda assim, adorei e estou em pulguinhas para ver o Fifty Shades Darker. E para aquelas pessoas que dizem mal do filme, que odiaram, que acham aquilo uma xaropada, que os actores isto e aquilo, que o argumento é fraquinho, and soi on, epá, há sempre o Ben-Hur. Mas não vão ter um Jamie, não vão ter um bom hanky panky, esta é a verdade, a não ser que esta versão do Ben Hur que saiu agora esteja diferente, e eu não saiba (porque não fui ver o Ben Hur, lá está).
Olhem, meus queridos, eu gosto de tudo no filme. Ok, não adoro a Dakota, há que dizê-lo com frontalidade. Quando deram a conhecer os protagonistas, por altura do lançamento do primeiro filme, pensei: “porra, com tanto actor e actriz gostosos, vão-me escolher estes dois?? Ele, um desconhecido para mim e nem achei grande espingarda, ela… oh please! Eu sei que a personagem dela no livro também deixa um bocado a desejar mas a Dakota Johnson?? Não, não vai dar!
Já ele, o meu Jamie, foi uma agradabilíssima surpresa! O bofe chegou com pezinhos de lã e vai-se a ver e adorei-o! O Jamie dá vontade de pegar ao colo e levar para um sítio sossegado e acalmar aqueles demónios todos que ele carrega. Tenho pena do rapaz, coitado, todo queimadinho de pontas de cigarro nos peitorais… e também tenho pena, muita, muita pena da Anastácia que não lhe pode afalfar e veijar aqueles avdominais, coitada, se bem que isso agora no segundo filme vai mudar, vá lá. Pelo menos nisto tou contigo, sista!
Jamie, Jamie, Jamie... pá...

Depois, coitado do rapaz, abusado anos e anos pela Kim Basinger!! Olha que realmente, é mesmo razão para querer pegar ao colinho e dar miminhos, porque uma coisa é ser abusado pela professora de Fisico Química do 7º ano, que tem buço, e uma ligeira barba, outra coisa é ser abusado pela Kim Basinger, que é uma grande mázona. Portanto, o rapaz tem toda a razão para ser um atormentado, e é aqui, neste tormento, que também reside uma boa parte do seu encanto. Eu gosto de um homem atormentado (Steve, vê lá se te atormentas com alguma coisa que não te vais arrepender) e o Jamie, pronto, tem aqueles fantasmas todos do passado, do “não me toquem no peito” e “gosto de atar as miúdas a umas cenas que tenho penduradas no tecto, porque me penduraram a mim também e aleijou mas gostei” e “ah e tal há quem goste de ir à Zara comprar roupa, eu sou muito mais AKI e Maxmat, secção faça você mesmo”, enfim, é todo um disparate. E o mulherio gosta destes tormentos, porque no processo apanha umas palmadas, é certo, mas depois ele arrepende-se e lá estamos nós com o nosso instinto maternal para o salvar e dar beijinhos. A mulher é bicho que gosta de cuidar, não há nada a fazer.
Por isso, migas, tou aqui que não me aguento para ver o "Fifty Shades Darker". Dizem que o terceiro também já está feito. Olha, não era nada mal pensado fazerem sessão contínua, que eu era menina para ficar uma tarde inteira alapada no cinema a babar para dentro do pacote das pipocas. Sim, sim, eu sei que um par de avestruzes empalhadas fariam melhor trabalho que os dois protagonistas, já sei disso tudo, compreendo o vosso ponto de vista, mas ainda assim, epá, eu adoro aquilo.
Ah, e ainda não vos falei da banda sonora. Só vos digo, o cartão de memória que tenho no carro com a banda sonora do primeiro filme até está assadinho de tanto que tem tocado. Não há UMA música ali que eu não goste. Adoro todas! Começa com a Annie Lennox a dizer que pôs um spell on me, depois uma faixa com uma batida incrível, que me põe a dançar dentro do carro e fora e o que quiserem, mais à frente vem a Beyoncê com o seu "Crazy in Love" mas versão porcalhona, aquela marota, depois temos os Awolnation com uma versão BRILHANTE de umas das músicas que mais adoro do meu ídolo Bruce Springsteen “I’m on Fire”(ouçam, pela vossa saudinha), a música da Sia “Salted Wound” é maravilhosa e transforma-vos em sexy beasts assim do pé para a mão, e por aí em diante. É tudo bom, é tudo, tudo bom! Como sou vossa amiga e quero que vocês tenham mais filhos, deixo-vos aqui o link para a banda sonora: IDE AQUI
A banda sonora deste segundo filme também não é má. Vou agora começar a dissecá-la, mas promete.
Espreitem aqui, seus marotos
E pronto, como vêem eu sou uma eclética. Sou uma moça que tanto vos escrevo sobre arte e me emociono com uma estátua de Bernini, uma catedral, um quadro de Rafael, Velásquez ou Renoir, como vos falo da maroteira que é esta trilogia. Ambas as coisas me emocionam e me trazem lágrimas aos olhos. Lágrimas diferentes, é certo, mas não deixam de ser lágrimas. 

fevereiro 01, 2017

Coisas que me ocorrem

Às vezes gostava de ser um gravador. Eu explico melhor. Gostava de ser um gravador humano que se põe em funcionamento automaticamente quando a conversa que estamos a ter ou quando aquilo que estamos a ouvir é mesmo muito interessante, engraçado ou importante. Também dava jeito se este gravador pudesse gravar as coisas que vou pensando e que são importantes. Bom, eu raramente tenho pensamentos importantes/profundos, sou demasiado matarruana para ter pensamentos profundos, há que dizê-lo com frontalidade. Mas mesmo não tendo pensamentos profundos, sempre vou tendo conversas interessantes e engraçadas e volta e meia chego a ter alguns pensamentos importantes (não profundos mas importantes). E é nessas alturas que eu gostava de ser um gravador, porque me gravava para ouvir/recordar mais tarde. Mas não só a mim, também às outras pessoas! Por exemplo, ontem, e isto acontece várias vezes, estive à conversa com a minha filha mais nova. A minha filha mais nova tem conversas interessantíssimas, tem saídas muito engraçadas, tem ideias maravilhosas, tem uma prosa que é digna de se ouvir e registar para a posteridade. Mas eu, como já não caminho para mais nova e desconfio que a minha memória ainda é mais velha que eu, passado algum tempo e se não registar em lado nenhum, esqueço-me do que estive a conversar e daquilo que ela me disse e que achei tanta piada. O tramado é que quando tenho estas conversas ou estou a fazer o jantar ou estou a dar-lhes banho ou estou a fazer outra qualquer tarefa que também necessita da minha atenção e portanto não dá para parar tudo e ir buscar um pedaço de papel para escrever a coisa. Por isso é que eu gostava de ser um gravador, percebem? Para não perder estas conversas. Assim como guardamos o acervo fotográfico nos álbuns, assim também guardava o acervo de conversas, pensamentos, ideias que fui tendo ao longo dos anos e depois ouvia quando queria. Era um espetáculo! 
Outra coisa que também me acontece muito e que me faz desejar ardentemente ter um gravador incorporado, sei lá, numa axila, ou assim, é o facto de, por vezes me ocorrerem ideias espectaculares e eu querer mesmo muito pô-las em prática mas como não as aponto, as ideias vão para o galheiro e depois vou ter que as ter novamente e não é garantido que isso aconteça.

Isto tudo para vos dizer: a velhice chegou forte e feio e para além de estar a perder a memória, também me dá para escrever sobre temas que não lembram a ninguém, como a ideia absurda de ser um gravador humano. Mas o que é que querem? Tinha de escrever sobre isto porque senão ia esquecer-me e como não tenho um gravador incorporado na axila ou na virilha para gravar este pensamento, aproveitei este tempinho sem nada para fazer para partilhar convosco este meu desejo. No próximo texto conto-vos tudo sobre o terceiro mamilo felpudo que me está a nascer na anca. 
Stay tunned!

janeiro 28, 2017

I want to wake up in a city that never sleeps!!! Lai, lai, lai, lai, lai lai...


Então cá estou eu novamente, meus queridos amigos, leitores, companheiros!
E volto aqui à Tasca para vos contar tudo sobre a mais recente viagem que a vossa Cristininha fez.
E perguntam vocês: "Então mas isso agora é todos os dias??" E eu respondo-vos que não. Era bom que fosse todos os dias, era. Eu era menina para não ficar muito incomodada por ir a uma NY, a uma Sidney, a uma Zanzibar, a uma Buenos Aires, assim numa base diária, ou então, vá... numa base semanal, só para dar tempo de recuperar do jet lag. Mas a coisa só se dá de vez em quando, o que já é muito bom!
Desta vez, esperava-me uma viagem surpresa. O meu homem, que está sempre atento aos gostos e desejos de sua querida esposa, planeou uma viagem a Nova York, precisamente no dia do meu aniversário e uns dias antes fez-me a surpresa. Isto sim, é um marido, pá!
Já tinha estado em Nova York, há 3 anos acompanhei o homem numa viagem de trabalho, precisamente a esta cidade. Passámos lá 4 dias maravilhosos, pese embora só nos dois últimos dias é que ele me tenha podido acompanhar, porque ia em trabalho.
Nessa viagem descobri uma das cidades que mais me surpreendeu. Ia com aquela ideia de que era uma cidade grande, impessoal e talvez até insegura. Mas parti daqui com grandes expectativas porque Nova York faz parte do imaginário de qualquer um, nem que seja pela quantidade de vezes que a cidade é palco dos filmes de Hollywood. E então descobri que Nova York não é nem impessoal, nem insegura. Nova York é somente maravilhosa.
E no passado dia 20 de Janeiro, dia em que a menina completou 45 primaveras, lá embarcaram estes dois Pilgrims para a Big Apple.
Bom, para começar, esta viagem começou logo abençoada com a quantidade de "coincidências" que a envolveu, senão vejam só: fomos para Nova York no dia 20/01, no voo TAP 201; fomos para Nova York, no dia em que fiz 45 anos, e no dia em que o 45º Presidente dos Estados Unidos tomou posse. Hã, e esta? Chegámos a Nova York e estavam 20 graus... não estavam nada estou a brincar! 😃😃
Mais uma: como saímos de Lisboa ao final da manhã, ainda deu tempo de soprar as velas com as nossas meninas. No dia anterior o maridão comprou um bolo de aniversário. Sabem quanto custou o bolo? €19,72 - 1972 o ano em que nasci!!!
Bom, se foi por esta série de coincidências que a viagem correu tão bem, então, que venham mais destas porque foi mesmo muito, muito fixe.

Gostaria de fazer aqui um pequeno "intróito" antes de entrar nos pormenores escaldantes e dizer-vos que o meu companheiro de viagem (e de vida, já agora) é assim a melhor pessoa que podemos levar numa viagem. ele trata de TUDO! Para além de marcar viagens, hotéis, transportes, transfers, o homem sabe orientar-se em to-do o la-do. Ah vais para o Sri Lanka, e queres passear por todo um sri Lanka Sul e norte como se de um nativo se tratasse?? Leva o Steve! Ah queres andar de táxi, Uber, My Taxi, riquitó, catamaran, lambreta ou outro qualquer meio de transporte? Steve sabe de uma app (normalmente a mais barata de todas) e num instantinho estás no destino desejado e quase de graça (note-se  que esta característica reveste-se de particular interesse para esta menina que, como sabem, um dia saiu de casa para comprar Pasteis de Belém e foi parar ao Barreiro). Ah queres uma maluncha que uns vendedores de rua estão a vender mas ainda assim achas que a bicha tá cara? Steve consegue-te a mala a metade do preço! Queres um companheiro de caminhada, corrida e de compras? Who you gonna call??? Steve Buster!!!
Isto tudo para vos dizer que toda a gente devia ter um Steve, ou um mini Steve, vá, porque o original é meu e já só estão disponíveis as miniaturas, portanto, não se ponham a jeito!!!
Bom mas voltando à viagem a NY. Meninos, foi maravilhosa! Como da última vez que lá estivemos, vimos quase tudo o que são atracções principais, desta vez já íamos naquela tranquilidade de já termos visto muita coisa e tudo o que viesse por acréscimo, era lucro. Já fomos daqui com uma reserva: o jogo da NBA entre os NY Nicks e os Phoenix Suns, nessa arena mítica que é Madison Square Garden, e era algo que queríamos muito fazer. Já tínhamos assistido a um jogo da NBA em Miami - os Playoff entre Miami Heat e os Brooklyn Nets. e foi um espectáculo memorável. Por se tratar de Playoffs a coisa foi para cima de espectacular. Eu estava siderada com aquilo tudo. Desta vez também não desiludiu, claro, assistir a um jogo de NBA no MSG é um big, big cheeeeeeeeck na Bucket List.








A arena estava cheia, cheia e todo aquele espectáculo à volta do jogo, o hino cantado ao início, as Cheerleaders, o speaker, os famosos que estão a assistir ao jogo e que cumprimentam o público nos ecrãns gigantes, é tudo espectacular. No jogo que assistimos em Miami estava lá a Rihanna, neste jogo, estava o Hugh Jackman e mais uma série de famosos. É, de facto, viver mais um pouco do imaginário americano ali naquele local.

Também queríamos visitar o Museum of Natural History, que da outra vez não tivemos tempo de visitar. E lá fomos nós, a pé, como andámos sempre (desta vez nem pusemos os pés no Metro, andámos sempre a pé), num dia de frio mas em que o sol decidiu dar o ar da sua graça fazendo com que caminhar naquela cidade magnífica ainda se tornasse mais mágico.
O Museu é magnífico. A primeira agradável surpresa foi logo á entrada. Quando fomos comprar os bilhetes, a senhora da bilheteira disse-nos que podíamos pagar o que quiséssemos!?! Oi?? For real? Yes, for real, a entrada neste e noutros museus é o que quisermos dar, o que é espectacular!! Devia ser assim em todo o lado.



Como sabem, este museu é o palco do filme "Á Noite no Museu" e logo por isso a visita torna-se super divertida porque podemos ver ao vivo aquilo que, mais uma vez, já vimos nos filmes de Hollywood. A visita é super interessante e está tudo magistralmente bem feito. Os animais parecem mesmo, mesmo verdadeiros, a sério, é incrível, A ala dos dinossauros é impressionante. Um dos dinossauros ocupa uma sala inteira e é tão grande que a cabeça tem que ficar do lado de fora, a espreitar para o corredor! O Dum Dum é gigante e sendo uma das personagens preferidas da nossa filhota, que é fã do filme, fartamo-nos de tirar fotos para lhe mostrar e também  aproveitámos para comprar uns um Dum miniaturas na loja do Museu.
A determinada altura chegamos a um local onde podemos apreciar uma baleia enorme que ocupa todo o corpo central do Museu e que está exposta ao longo dos 4 pisos do Museu, suspensa, como se estivesse no mar. É, de facto, imponente!













Depois desta visita, mais caminhada, algumas comprinhas e revisitar alguns locais que tínhamos visitado há 3 anos atrás.
Tenho de vos contar também sobre o meu jantar de aniversário. Como sabeis, festejei o meu aniversário no dia em que chegámos a NY e a ocasião pedia um jantarucho especial. Uma querida amiga, suuuuuuper habitué de NY recomendou-me imensos restaurantes, daqueles movie star, mesmo. A escolha recaiu então no Buddakan, o restaurante mais espectacular que eu alguma vez entrei. Bom, para além de LINDO de morrer, este restaurante tem uns pratos que são uma obra de arte. Eu não sou grande apreciadora de cozinha asiática, a mim quem me tira uma sande de coirato à porta do Estádio da Luz, tira-me tudo, mas caramba, este restaurante é qualquer coisa!!!
Claro que para ler os menus a malta quase que precisa de uma lanterna porque o local é todo à meia luz, o verdadeiro jantar à luz das velas e ainda bem, porque é melhor não ver bem mesmo, sobretudo os preços, mas isso agora não interessa nada.
Escolhi este restaurante também porque, não sei se vocês sabem mas eu sou fanzona da série "O Sexo e a Cidade" e houve um episódio em que a Carrie Bradshaw foi lá jantar com o Mr. Big e, por acaso é um episódio de que eu me recordo muito bem.


Curiosamente, outra das recordações que tenho desta série também nos levaram a fazer algo que queríamos fazer há muito - correr em Central Park!
Num episódio do Sexo e a Cidade a Charlotte, que sempre foi fã de corrida, fica num dilema porque tendo engravidado não sabia se deveria continuar a correr ou não. Depois de as suas amigas a incentivarem a continuar com algo que lhe dava tanto prazer e depois de se aconselhar com o seu médico a Charlotte volta a fazer a sua corrida em Central Park. Então, a imagem de uma Charlotte feliz, feliz a correr naquele parque que é tão carismático e um dos ex-libris da cidade de Nova York, foi algo que guardei sempre como uma coisa que queria um dia fazer e realmente foi uma experiência fantástica!
Fizemos boa parte da corrida no central Park e depois viemos a correr até ao Hotel, passando, claro, pela Trump Tower, a ver se víamos a Melania, mas ela estava a tomar banho.


Para quem já conhece Central Park, com certeza que sabe que a quantidade de gente que lá vemos a correr é assim uma coisa do outro mundo! Colunas de corredores percorrem as estradas do Parque. Nós fomos bem cedinho e já haviam muitas pessoas a correr. Voltámos ao Hotel para tomar banho e rumámos ao Museu de História Natural, tendo passado, de caminho, novamente pelo central Park, e nesta altura, um pouco mais tarde, o número de pessoas a correr tinha triplicado! Depois há também centenas e centenas de habitantes que passeiam os seus cães, que são assim a coisa mais querida deste mundo. Bom, ver cães a correr livremente no verde e pelo meio dos arbustos e afins, já é uma maravilha, mas quando a isso se juntam as raças "estranhas" que podemos ver por lá, mais divertido é. Vêem-se muitos cães que se percebe que são misturas de raças. O que mais vemos é o Labradoodle - Labrador + Poodle que é absolutamente amoroso! Dá vontade de pegar em meia dúzia e trazer para casa! Depois há os BullPugs - Pug+Bulldog Terrier, os YorkiePoo - Yorkshire + Poodle, os Pitsky - Pittbull +Husky, só para referir alguns. É a chamada bandalheira canina.

Falta falar de quê? Ah,falta falar do Hotel, claro. O Hotel (mais uma vez tudo tratadinho pelo meu Steve, versão 10.9) era magnífico! No coração de uma das zonas que eu mais gosto em NY - Times Square.
Afinal ele existe e está em times Square!!
Vista do nosso quarto


Ficámos no 27º andar do Novotel Times
Square, que era muito, muito bom, todo renovado há pouco tempo, o quarto maravilhoso, boa cama, almofadas que eram um luxo e uma vista de cortar a respiração sobre Times Square - uma maravilha! Para além disso, como era o meu aniversário, quando cheguei ao quarto tinha esta bela surpresa. um bolinho com um cartão do Hotel a desejar Feliz Aniversário. Fiquei ainda mais fã!
Times Square é daqueles locais que se me pusessem lá sentada numa cadeira a olhar para tudo o que se passa neste local, só sem mais nada, eu ficava lá de bom grado! Ele é luzes, ele é lojas, ele é homens e mulheres vestidos de bonecos, ele é a Broadway ali ao lado, ele é a Mega Store dos M&M's, ele é carros dos NY Fire Department lá parados só para tirarmos uma foto, eu sei lá... aquilo é um festival!

E pronto, acho que é tudo. Foi lindo! Foi um aniversário, que caraças, vai lá vai, foi muita TOP!
Se por um lado eu até acho que mereço porque sou boa moça e pratico a reciclagem e coise, por outro lado, um maridão que nos surpreende com um presente destes, não é para todas! Tenho que o estimar bem, pode ser que aos 50 anos me calhe Bora Bora 😂😂😂😂